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Consumidor do ABC vai gastar R$ 351, em média, com presentes neste Natal

O consumidor do ABC está disposto a pa­gar R$ 176,50 por presente neste Natal e o gasto médio reunindo várias lembranças não deve ul­trapassar R$ 351. O montante total é 14% inferior, em termos reais (considerada a inflação), aos R$ 378,88 planejados para o ano passado.

Os dados integram a Pesquisa de Intenção de Compras (PIC) realizada pela Universidade Metodista de São Paulo (Umesp). A expectativa é de que o Natal de 2016 movimente R$ 236 milhões no comércio da região, montante 14% inferior em termos reais ao estimado para o ano passado (R$ 256 milhões).

Cerca de 674 mil famílias do ABC deverão comprar presentes para a data, dentro de uma população de 2,5 milhões de moradores. A menor disposição do consumidor em gastar é atribuída à queda da renda provocada pelo alto desemprego no ABC – 15,5% da População Economicamente Ativa (PEA) – e também à redução do número de pessoas a serem presenteadas.

“Nesta pesquisa, 70% dos entrevistados revelaram que a situação financeira da família piorou ou permaneceu estagnada”, afirmou a professora Silvia Okabayashi, coordenadora do curso de Ciências Econômicas e responsável pelo levantamento.

Vestuário e calçados

Os itens que mais se destacaram entre os presentes a serem dados foram, mais uma vez, vestuários e calçados (47,9%), perfumes e cosméticos (15,1%) e brinquedos (12%). Vestuário e perfumes também são os itens que as pessoas mais gostariam de ganhar, mas em terceiro lugar aparece o celular (10,5%).

Entre aqueles aos quais se pretende presentear neste Natal, destacam-se mães (23,5%), filhos (15,2%), pais (14,3%), esposos (14%) e na­morados (9,5%).

Pela primeira vez na PIC de Natal, o preço do presente aparece no primeiro lugar na motivação para a compra. Ao lado do desejo da pessoa a ser presenteada, foram apontados por 71% como sendo os principais determinantes da compra. A qualidade do produto foi lembrada por 14,3% dos entrevistados.

Shoppings continuam a liderar a preferência (45,6%) do consumidor como local para compra do presente, seguidos de comércio do centro (36,5%) e de bairro (7,2%).

Outro sintoma de que os bolsos se ajustaram ao momento econômico e que poucos querem assumir dívidas está na forma de pagamento: o cartão de débito e o dinheiro à vista serão utilizados por 61,2% dos entrevistados.

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