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Construção fecha 296 vagas no ABC em março, e estoque cai 8,6% em 12 meses

Produção imobiliária praticamente parou na região devido à crise econômica. Foto: ArquivoO ABC acusou o fechamento de 296 postos de trabalho na construção civil na passagem de fevereiro para março. Com isso, o estoque de vagas no setor ficou em 40.387 trabalhadores, contra os 40.683 registrados pelas empresas no mês anterior e os 44.176 de março de 2016.
Assim, na comparação men­sal, houve queda de 0,7% no estoque de vagas na construção. Na anual, o recuo é consideravelmente maior, de 8,6%.

A eliminação de postos de trabalho na região segue a tendência nacional da construção. Março marcou a 30ª queda consecutiva do estoque de vagas no país, para 2,47 milhões de trabalhadores. Em outubro de 2014, primeiro mês da sequência de variações negativas, o estoque era de 3,57 milhões. Assim, no período houve redução de 1,1 milhão de postos de trabalho.

Os dados integram a pesquisa realizada pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV), com base em informações do Ministério do Trabalho.

Os resultados andam em linha com dados do setor, que apontam para a mais grave crise de sua história.
No ABC, o mercado amargou, em 2016, o terceiro ano consecutivo de retração nas vendas. Dados da Associação de Construtores, Imobiliárias e Administradoras de Imóveis do ABC (ACIGABC) revelam que a comercialização de imóveis residenciais novos so­mou 2.962 unidades, com redução de 40% em relação as 4.939 vendidas em 2015.

No que se refere às obras públicas, o que se vê na região são canteiros vazios ou evoluindo lentamente, à espera de recursos que não vêm porque União, Estados e municípios estão com cofres vazios.

Sem recuperação

Para a diretora da regional do SindusCon-SP em Santo André, Rosana Carnevalli, apesar de terem aumentado os indícios de recuperação econômica em alguns segmentos ou em indicadores antecedentes, ainda não foi possível detectar qual­quer sinal concreto de retomada na construção civil.

“O fato de outras atividades econômicas começarem a se recuperar é um fator animador porque sinaliza que, em algum momento, isso (a retomada) também acontecerá com a construção civil. Porém, ainda é preciso conter a ansiedade porque, até agora, isso não aconteceu”, avaliou Rosana Carnevalli.

No Estado de São Paulo, houve queda de 0,76% no nível de emprego na construção ante fevereiro, para 684,8 mil trabalhadores. No na passagem mensal foram fechadas 5.274 vagas.

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