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Construção da usina é uma mudança de paradigma, afirma secretário de Obras de Diadema

O acordo assinado entre a Prefeitura de Diadema e a Sabesp, que estabelece a construção da Usina de Recuperação de Energia de Resíduos Sólidos Urbanos, prevê a Fase Precursora, em que ocorrem levantamentos, avaliações de viabilidade técnica e econômica, análise de susten­tabilidade socioambiental, entre outros processos; pesquisas de tecnologias, fornecedores e prestadores de serviço; projetos, especificações e propostas.

Finalizada essa fase entra a Etapa Executiva, com a instalação da estação de tratamento de resíduos, para recebimento, processamento de resíduo sólido urbano, produção e armazenagem de combustível derivado de resíduos (CDR). Ainda na Etapa Executiva ocorrerá a fase final do Centro de Processamento de Resíduos (CPR),.

Segundo o secretário de Obras de Diadema, José Marcelo Ferreira Marques, com a cessão do terreno à Sabesp nesta semana, terá início todo o processo para liberação do equipamento.

“O estudo do impacto am­biental da obra começa agora. Não havia sentido a prefeitura gastar dinheiro, contratando uma empresa para fazer estudo do impacto ambiental, sem a certeza de que iria evoluir ou não. Se teriam interessados.”

Para gerir a usina e comercializar a energia gerada será constituída uma Sociedade de Propósito Específico (SPE), a qual, segundo Marques, vai construir o equipamento, gerenciar, processar e comercializar a energia. “A prefeitura vai pagar uma parte pelo tratamento do lixo e a outra, a empresa vai ter como complemento do faturamento a venda da energia”, destaca.

A energia gerada pela usina de Diadema vai para o mercado livre, ou seja, estará disponível na rede, com isso indústrias, residências, dentre outros consumidores poderão comprá-la.

Para constituição da SPE, a Sabesp fará chamamento público de empresas. “A Sabesp é uma companhia de saneamento e quer a parceria de uma empresa que esteja acostumada a vender energia. Já a prefeitura vai ficar com porcentual da cessão da área.”
Segundo o secretário, hoje essa tecnologia é um pouco cara porque ainda não há um mercado de usinas no Brasil. Com a construção de outros equipamentos, o preço tende a cair. “É um assunto extremamente importante, porque é uma mudança de paradigma. Estudamos um processo que fosse passível de licenciamento ambiental e que tivesse menor prejuízo para o meio ambiente. Esse processo é muito menos prejudicial do que enterrar em aterro sanitário, o que contamina o solo e as águas profundas. Hoje estamos iniciando um processo de mudança no país, não só na cidade”, destacou.

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