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Consórcio se propõe a equalizar dívida por permanência de Diadema

Consórcio,  presidido por Orlando,  quer sensibilizar Lauro a permanecer no Colegiado. Fotos: Eberly LaurindoA declaração do prefeito de Diadema, Lauro Michels (PV), de que pretende que a cidade deixe o Consórcio Intermunicipal do ABC caiu como uma bomba no meio político regional. Em entrevista exclusiva ao Diário Regional, o verde alegou dificuldades financeiras para continuar contribuindo com R$ 220 mil mensais à entidade, além de ter dívida de R$ 8,2 milhões com o órgão. Em resposta oficial, o colegiado se dispôs a equalizar o passivo e auxiliar o prefeito a passar por esse momento de dificuldade orçamentária do município.

“O Consórcio Intermunicipal do ABC tem muito orgulho de consolidar a união das sete cidades que representam a quinta maior região econômica do país. Nossa região unida é muito forte. A construção de políticas públicas conjuntas proporciona o fortalecimento e o engrandecimento dos sete municípios como um todo. Esse é o trabalho desempenhado pelo Consórcio nos últimos 27 anos. Somente a união regional é capaz de ampliar o leque de conquistas do Grande ABC”, manifestou-se, em nota, o colegiado.

Cooperação

Segundo a entidade, com a notícia da intenção de Lauro Michels desligar-se do Consórcio, “o órgão estende a mão para auxiliá-lo a equacionar seus problemas financeiros no que for necessário, considerando sua inadimplência nos últimos três anos, que totaliza mais de R$ 7 milhões, no entendimento que a cooperação mútua dos municípios nos momentos de dificuldades é o que torna nossa região diferenciada.”

O Consórcio informou, em nota, que sob orientação de seu presidente, prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), “confirma sua intenção de continuar trabalhando pelo fortalecimento da região, com a união dos sete municípios, em benefício das 2,7 milhões de pessoas que escolheram viver aqui.”

A entidade informou que está em contato com Lauro Michels para apoiá-lo nesse momento de dificuldades que a cidade está enfrentando. “Certamente conseguiremos sensibilizá-lo de que juntos somos mais fortes. Diadema, pela importância que tem, merece contar com a força do Consórcio Intermunicipal do ABC ao seu lado, que é um grande patrimônio da região”, diz a nota.

Outros prefeitos

Entre os s prefeitos do ABC, apenas Paulinho Serra (PSDB), de Santo André, e Gabriel Maranhão (PSDB), de Rio Grande da Serra, comentaram a decisão de Michels.

Agraciado recentemente com projeto de mobilidade no valor de R$ 40 milhões, Maranhão não poupou elogios ao colegiado. “Não posso falar sobre a decisão do prefeito. Posso falar pela experiência de Rio Grande da Serra. Temos um histórico de benefícios para a cidade, discussões importantíssimas no âmbito dos sete municípios. Muitas conquistas envolveram diversas cidades, as discussões sobre os piscinões, questões de saúde, segurança”, afirmou.

“Temos uma região que não é conurbada, é conturbada, tamanha proximidade entre uma cidade e outra. A UPA de Rio Grande é uma conquista articulada por meio do Consórcio. Não acredito que a saída de uma cidade inviabilize a continuidade do colegiado, mas torço para que isso não ocorra”, concluiu Maranhão.

Serra demonstrou surpresa com a decisão de Michels. “Não sei o que o levou a tomar essa decisão, mas a gente respeita. Pelo que li tem a ver com endividamento, mas já houve uma redução no custo do Consórcio.Há uma adequação do à realidade das cidades, além de me causar uma estranheza porque ele foi eleito vice-presidente e continuou”, pontuou.

“Lamento porque ainda acredito na recuperação do Consórcio e da Agência de Desenvolvimento Econômico como instrumentos independentes, mas importantes. Precisa da efetividade, mas com essa adequação orçamentária que foi feita e agora com uma adequação operacional que virá na seqüência para uma efetividade maior, a Casa de Brasília e outras, acho que vai dar para o Consórcio a natureza que ele tem que ter. Não podemos deixar morrer essa noção de regionalidade”, finalizou.

Os demais prefeitos do ABC não retornaram até o fechamento da edição.

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