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Consórcio Intermunicipal ABC vai comprar 1 milhão de testes para o novo coronavírus

1 milhão de testes para o novo coronavírus
Michels e Maranhão participaram de videoconferência com demais prefeitos e também aprovaram programa emergencial de combate à fome. Foto: Divulgação/Consórcio

Os municípios da região vão adquirir, por meio do Consórcio Intermunicipal ABC, um milhão de kits para testes para detecção do novo coronavírus. O material será dividido proporcionalmente ao número de habitantes de cada cidade. A decisão foi acordada durante assembleia extraordinária da entidade regional, realizada nesta segunda-feira (30).

A quantidade de teste que será adquirida possibilitará a realização de testes em 36% dos habitantes do ABC, conforme estimativas com base na população calculada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para a região em 2019.

O valor estimado da compra é de R$ 4,8 milhões, sendo R$ 0,80 por kit. As prefeituras vão repassar os valores provenientes de recursos destinados pelos governos estadual e federal por meio do Fundo Municipal de Saúde. Na tarde desta segunda-feira, o Grupo de Trabalho (GT) Saúde do Consórcio ABC se reuniu por meio de videoconferência para detalhar o procedimento.

O objetivo da entidade regional é concretizar a compra até o fim desta semana e, com isso, a expectativa é que até a segunda quinzena de abril os kits estejam à disposição dos municípios.

 SEGURANÇA

O presidente do Consórcio ABC e prefeito de Rio Grande da Serra, Gabriel Maranhão, explicou que a entidade regional enviará representantes para verificar questões como a quantidade kits disponíveis e o acondicionamento dos materiais. “O objetivo do Consórcio ABC com essa iniciativa é trazer segurança e tranquilidade para a nossa população”, afirmou Maranhão.

O vice-presidente do colegiado e prefeito de Diadema, Lauro Michels, também participou presencialmente da assembleia extraordinária. Por videoconferência, acompanharam a reunião os prefeitos de Santo André, Paulo Serra; de São Caetano, José Auricchio Júnior; de Mauá, Atila Jacomussi; de Ribeirão Pires, Adler Teixeira, o Kiko; e o procurador-geral de São Bernardo, Luiz Mario Pereira de Souza Gomes, representando o prefeito Orlando Morando (PSDB), além do secretário-executivo do Consórcio ABC, Edgard Brandão.

COMBATE À FOME

Os prefeitos da região também decidiram que terá início, nesta semana, um programa emergencial de combate à fome e apoio à vida nas sete cidades. O objetivo é estimular doações de cestas básicas e kits de higiene, visto que a ajuda financeira do governo federal será insuficiente para atender a todas as pessoas.

Atualmente, são hoje quase 80 mil famílias assistidas na região pelo Bolsa Família. Para iniciar a campanha, os prefeitos deliberaram a compra de 20 mil cestas com kits de higiene pelo Consórcio ABC. O GT Assistência Social se reunirá nesta segunda-feira, por meio de vi­deoconferência, para discutir os detalhes da iniciativa.

“A ideia é levar gêneros de primeira necessidade às famílias mais vulneráveis, como forma de minimizar os impactos econômicos do novo coronavírus. É uma ação emergencial devido à gravidade do momento”, afirmou Maranhão.

INFORMAÇÕES

A pauta da reunião também incluiu a aprovação de um documento que será enviado ao ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, solicitando informações e orientações sobre procedimentos relacionados à pandemia do covid-19.

O documento aponta que o presidente Jair Bolsona­ro orientou os estados e mu­nicípios a suspenderem imediatamente as restrições de convívio social, mas não especificou como isso deve ser rea­lizado. Caso o Ministério da Saúde determine tais ações, os prefeitos solicitam receber as diretrizes de como proceder da melhor maneira possível.

Além disso, os governantes municipais requerem estudo de orientação no atendimento à população a fim de evitar o colapso do Sistema Único de Saúde (SUS) e questionam se o governo federal assumirá também as responsabilidades no caso dessa determinação provocar mais óbitos.

O texto pede diálogo fe­derativo e enfatiza que o esforço precisa ser coletivo neste momento de pandemia. “Temos convicção de que o diálogo, o equilíbrio e a união serão o melhor caminho para revertermos este quadro crítico e delicado”, destaca o documento assinado pelos prefeitos.

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