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Conselho da ONU indica português como próximo secretário-geral

O ex-primeiro-ministro de Portugal António Guterres, 67, deve ser oficializado hoje (6) como o próximo secretário-geral das Nações Unidas, após ter sido escolhido com 13 votos a favor e só duas abstenções pelos membros do Conselho de Segurança da organização. Havia dez nomes na disputa. Após a resolução ser aprovada pelo Conselho, o nome de Guterres segue para chancela na Assembleia Geral da ONU, o que costuma ser apenas uma formalidade. Se confirmado, Guterres substitui o atual secretário-geral, Ban Ki-moon, em janeiro de 2017.

A indicação de Guterres, que durante uma década comandou a agência de refugiados da ONU (Acnur), frustra a expectativa e a pressão da opinião pública de ver uma mulher à frente da organização, que em 71 anos só foi liderada por homens.

Apesar da quantidade recorde de candidaturas femininas e das declarações favoráveis do atual secretário, Ban Ki-moon, a ascensão de uma mulher esbarrou em divergências políticas entre os membros do Conselho, sobretudo entre Rússia e EUA, que têm poder de veto.

Inicialmente favorita na disputa por ser mulher e do Leste europeu, região da vez no rodízio informal na ONU, a búlgara Irina Bokova, chefe da Unesco (braço cultural da instituição), acabou a corrida em quarto lugar. Na reta final, a candidata foi abandonada até por uma boa parte da delegação de seu país, que lançou uma segunda concorrente, Kristalina Georgieva.

Com mais de 40 anos de experiência política e diplomática, Guterres soube abrir caminho e vencer as resistências, vendendo-se como uma alternativa equilibrada em tempos de polarizações. O agravamento da crise dos refugiados nos últimos dois anos serviu ainda para promover seu trabalho como chefe do Acnur, cargo que ocupou entre 2005 e 2015.

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