Arte & Lazer, Cinema

Confira as estreias de hoje nos cinemas

Lion - Uma Jornada para Casa”. Foto: Divulgação

Acompanhar ‘Lion’ e não se emocionar é impossível

Em tempos em que as novelas andam cada vez mais frias, “Lion – Uma Jornada para Casa”, que estreia hoje (16) nos cinemas, lembra os momentos áureos das tramas da Globo. Isso porque é praticamente impossível assistir à produção, dirigida por Garth Dennis e indicada ao Oscar de melhor filme, sem ir às lágrimas e soluçar.

O longa acompanha a história de Saroo, um jovem garotinho pobre que ajuda a família em um vilarejo na Índia. Um dia, ao se perder do irmão mais velho, não consegue mais voltar para casa e precisa sobreviver sozinho em uma metrópole.

Durante todo o momento em que o filme segue o rapazinho, interpretado pelo carismático Sunny Pawar, as cenas imprimem um tom de aventura e esperança para que ele ache seus parentes. Ocorre que isso só voltará a ser assunto muito tempo depois, quando, já adulto e adotado por uma família australiana, Saroo, agora vivido por Dev Patel (de “Quem Quer Ser um Milionário?”), coloca como objetivo de vida reencontrar a mãe e os irmãos sem ferir os pais que o criaram com amor e carinho.

Baseado em uma história real, o grande desafio de “Lion” é não mergulhar no melodrama com a cafonice de uma novela mexicana. Mas é inevitável não produzir emoção semelhante em seus espectadores. Histórias de reencontro são um filão comum no cinema e na TV.

O diferencial é que, em vez de lidar com vilões que fazem de tudo para afastá-lo de seu objetivo, o protagonista conta com a ajuda da tecnologia para, enfim, descobrir o lugar onde nasceu.
“Lion” tem atuações naturalistas e ainda assim contundentes. Nicole Kidman e Dev Patel, indicados a atriz e ator coadjuvantes no Oscar deste ano, desempenham seus papéis com competência. É um filme que lembra a importância de valorizar a família.

‘Aliados’. Tenente tem de descobrir se a mulher que ama é espiã 

Do conceituado diretor Robert Zemeckis, o mesmo dos clássicos filmes “Forrest Gump” (1994), e a saga “De Volta para o Futuro” (1985 a 1990) , chega a hoje (16) aos cinemas “Aliados”, protagonizado por Marion Cotillard e Brad Pitt.

O filme virou assunto antes mesmo de sua estreia por aqui, já que Marion foi apontada como pivô da separação de Pitt e Angelina Jolie, em setembro no ano passado. Ela, contudo, negou os boatos e espera o segundo filho do diretor e ator Guillaume Canet.

Na trama, que se passa no início da década de 1940, Max (Pitt), um tenente coronel franco-canadense, é casado com a agente francesa Marianne (Marion). A relação dos dois muda quando ele recebe ordens superiores para investigar toda a vida da mulher, suspeita de ser uma espiã nazista.

Os dois se apaixonaram logo que se conheceram, quando receberam a mesma missão de assassinar um poderoso oficial alemão -na qual Max quase morreu. Depois, fora de perigo, ele vira marido de Marianne, com quem constrói uma família e tem uma ótima relação.

Mas, ao perceber que ela pode não ser quem parece, Max entra em uma busca implacável por rastros do passado da mulher. E a tarefa, a princípio negada, vira sua prioridade, depois que é ameaçado caso não entre de cabeça na missão. A trama sofre diversas reviravoltas, conforme Max obtém novas informações, mas mantém o suspense sobre a identidade de Marianne até o fim.

‘John Wick – Um Novo Dia para Matar’ traz Keanu Reeves às telonas

“John Wick – Um Novo Dia para Matar” é o melhor que se pode esperar de uma continuação no cinema. Tem todos os elementos bacanas do primeiro filme, mas tudo ampliado. Nesse filme, isso quer dizer que há uma dose maior de lutas, vilões, diálogos rápidos e certeiros, mortes. E tem de novo Keanu Reeves, num personagem que ele nasceu para interpretar.

A franquia “John Wick” é um projeto singular. É a estreia como diretor de Chad Stahelski, um professor de artes marciais que fez carreira como dublê e consultor de lutas para vários filmes, entre eles a trilogia “Matrix”, na qual fingiu ser Keanu Reeves nas cenas mais arriscadas. Os dois trabalharam como ator e dublê em nove filmes, desde que se encontraram em “Caçadores de Emoção”, em 1991. Keanu incentivou o amigo em sua ideia de um filme de ação baseado em lutas coreografadas ao extremo, em que cada soco ou pontapé fosse esteticamente impressionante. Daí nasceu John Wick, um assassino profissional que é uma lenda entre seus iguais.

Aposentado e recém-viúvo, vivia com seu cachorrinho no primeiro filme. Mas o filho de um chefão da máfia russa cruzava seu caminho, sem saber quem ele era. O bandido e seus capangas surraram Wick, roubavam seu carrão vintage e, pior, matavam o cão.
Wick partia para a vingança, e a proteção que o pai do mafioso oferecia não adiantava em nada.

Numa sequência vertiginosa de lutas e tiroteios, Wick fazia vingança deixando 76 cadáveres pelo caminho. Nessa continuação, Wick é obrigado a cumprir uma última missão para que a organização mundial de matadores dê sossego a ele.

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