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Comissão que investiga mortes no AME em Santo André discute próximos passos

Comissão se reuniu está semana: “não podemos ignorar”. Foto: Divulgação
Comissão se reuniu está semana: “não podemos ignorar”. Foto: Divulgação

Os vereadores de Santo André que compõem a Comissão Especial de Assuntos Relevantes que acompanha o caso das mortes ocorridas no Ambulatório Médico de Especialidades (AME), no início de junho, se reuniram esta semana para discutir os próximos passos da investigação.

O grupo é composto pelo presidente da Câmara, Pedrinho Botaro (PSDB), e pelos vereadores Ricardo Alvarez (PSOL), Renatinho do Conselho (Avante) e Vavá da Churrascaria (PSD). A comissão ainda terá a participação de um re­presentante do PT.

A comissão, instaurada por 120 dias, acompanhará as ações do Governo do Estado de São Paulo e da Fundação ABC (FUABC), responsáveis pela administração e apuração das falhas que resultaram nas mortes.

“Embora o AME seja de responsabilidade do Governo do Estado, nós, enquanto parlamentares e andreenses não podemos ignorar o que aconteceu. São vidas que se foram e os familiares precisam de respostas”, destacou Botaro.

“Infelizmente as mortes já ocorreram, mas não pode­mos permitir que a situação seja reincidente, por isso a importância da comissão. Seguiremos em busca de respostas ”, complementou.

O CASO

Um problema no sistema de oxigênio no AME provocou a morte de três pacientes em 1º de junho. As vítimas forma uma senhora de 81 anos, e uma mulher e um homem, ambos, de 41 anos, internados na terapia intensiva com covid-19.

De acordo com a direção do hospital, uma falha de comunicação entre os sistemas de “backup” provocou a interrupção no fornecimento de oxigênio da unidade. O AME Santo André era abastecido por uma usina de oxigênio com capacidade para fornecer gás para 23 leitos.

Segundo a direção do hospital, a usina tem dois “backups”, mecanismos que deveriam garantir a produção de oxigênio mesmo em caso de pane elétrica. No entanto, segundo os responsáveis pela unidade, a comunicação entre estes sistemas não funcionou e, por conta disso, faltou oxigênio na UTI para os pacientes em estado grave.

A Fundação do ABC, organização contratada pelo governo estadual para admi­nistrar a unidade, abriu à época sindicância para apurar qual foi a falha técnica e de quem é a responsabilidade.”

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