Economia, Notícias

Comércio brasileiro deve abrir 73 mil vagas temporárias para o Natal este ano, prevê CNC

Decoração de Natal em shopping: CNC prevê aumento de 4,3% nas vendas da data. Foto: DivulgaçãoO comércio brasileiro vai contratar 73,1 mil tra­balhadores temporários pa­ra as festas de Natal e Réveillon, com alta de 10% em comparação ao mesmo período de 2016, quando foram geradas 66,7 mil vagas. A estimativa foi divulgada ontem (27) pe­la Confederação Nacional do Comércio (CNC).

Segundo a CNC, a previsão se baseia no desempenho do comércio ao longo do ano, com todas as datas comemorativas registrando alta nas vendas depois de dois anos de retração.

A temporada de oferta de vagas no setor deve ocorrer entre setembro e dezembro, mais tarde do que em anos anteriores. “Antes da crise, mais de 20% das vagas começavam a ser preenchidas em setembro e outubro. Nos dois últimos anos, esse percentual não passou dos 15%”, disse Fabio Bentes, chefe da Divisão Econômica da CNC.

A maior parte das contratações deverá se concentrar nos segmentos de vestuário (48,9 mil vagas) e de hiper e supermercados (10,4 mil vagas). Além de serem os “grandes empregadores” do varejo, já que representam 42% da força de trabalho do setor, esses segmentos costumam responder, em média, por 60% das vendas natalinas.

A CNC acredita que, diante da perspectiva de retomada lenta e gradual da atividade econômica e do consumo no início de 2018, bem como do impacto positivo sobre o emprego da reforma trabalhista, a taxa de contratação dos temporários deverá voltar a crescer após o Natal.

“Ao contrário da média dos dois últimos anos, quando apenas 15% dos trabalhadores contratados em regime temporário foram efetivados após o final do ano, a reação mais positiva da economia deverá elevar esse porcentual para cerca de 27%”, afirmou Bentes. No período pré-crise, a taxa média de efetivação foi de 32,5%.

O quadro de inflação ba­i­xa, juros em queda, retomada gradual do emprego e confiança das famílias contribui para que a CNC projete aumento de 4,3% para as vendas do varejo no Natal. Além disso, o recuo médio de 10% da taxa de câmbio ao longo deste ano tem favorecido as importações de bens de consumo típicas dessa época do ano, o que também deve contribuir pa­ra tornas as ceias de Natal e Réveillon mais fartas.

“Dificilmente, o consumidor vai se assustar com o preço de produto importado este ano. Os alimentos têm ajudado a preservar um pouco o bolso, o que ajuda o segmento e o próprio varejo como um todo. Alimento é quase tarifa. Consegue-se adiar a compra do carro, mas ninguém deixa de comer”, comentou Bentes.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*