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Comerciantes de Diadema fazem movimento silencioso contra governador e prefeito

Movimento vai continuar enquanto durar as medidas restritivas e a obrigação do comércio fechar as portas. Foto: Wilson de Sá especial para o Diário Regional
Movimento vai continuar enquanto durar as medidas restritivas e a obrigação do comércio fechar as portas. Foto: Wilson de Sá especial para o Diário Regional

Por Wilson de Sá especial para o Diário Regional

Grupo formado por cerca de 140 comerciantes de Diadema começou a fazer um “Protesto Silencioso” nas regiões central e de alguns bairros da cidade, como Eldorado e Serraria. Na porta de seus estabelecimentos muitos colocaram uma faixa onde está escrito “Passe-se o ponto para o governador e o prefeito”. Está foi a forma que encontraram para chamar a atenção dos governantes e da população.

Mesmo com a fase vermelha emergencial em  vigência desde o dia 15 de março e vai até 11 de abril, no centro de Diadema o movimento de pessoas estava intenso desde as 9h. Muitas lojas com portas abertas pela metade e diversos ambulantes nas calçadas. Porém, a maioria dos lojistas estavam com as portas fechadas.

De acordo o comerciante Jorge Bialli, um dos organizadores do movimento, o coronavírus está ai e é uma realidade, mas a culpa de uma eventual proliferação não é do comércio. Em frente a sua ótica havia uma fila com cerca de 300 pessoas esperando para serem atendidas em uma instituição bancária da rua.

“Temos mais condições de cumprir protocolos que nos ônibus, trens e metrôs lotados”, enfatizou o comerciante Nadson Cardoso. “Se no transporte coletivo o protocolo é eficiente, para as lojistas também é, porque no comércio você não coloca 40 ou 50 pessoas ao mesmo tempo no mesmo espaço. As lojas são arejadas e o movimento é rotativo”, completou.

Bialli afirmou que o movimento vai continuar até o fim das medidas restritivas. “O que queremos é poder trabalhar, pagar nossas contas e os salários dos funcionários e se continuar assim, todos vão quebrar”, ressaltou.

Bialli disse que infelizmente teria de demitir três funcionários nesta quinta-feira. “Contra a minha vontade, mas não tem outro jeito”, lamentou.

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