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Combate à opressão, defesa da vida e dos empregos norteiam campanha do PSTU ao Paço de Diadema

Ivanci Vieira:“o governo do PSTU é o dos conselhos populares”. Foto: Divulgação
Ivanci Vieira:“o governo do PSTU é o dos conselhos populares”. Foto: Divulgação

O PSTU lançou, no último final de semana, a candidatura de Ivanci Vieira dos Santos à Prefeitura de Diadema, tendo como vice Edison Nesladek. O partido terá única candidatura a cadeira na Câmara, com Arinete Barroncas. Em entrevista ao Diário Regional, Santos afirmou que o partido tem como premissa a defesa da vida, neste momento em que o mundo sofre as consequências da pandemia de coronavírus.

“Estamos vivendo um momento difícil não só por causa da crise econômica, mas também por conta da pandemia. O número de pessoas que estão sendo demitidas é muito grande. O desemprego é alto. A união desses dois fatores está levando, não só em Diadema como em todo o ABC, ao desalento dos trabalhadores. Então, o PSTU vai estar na primeira linha do embate a favor da vida, da renda e do emprego dos trabalhadores.”

Ivanci Vieira destacou que o partido está ciente que vai concorrer ao Paço em um momento que todos os candidatos estão prometendo o que não poderão cumprir, mas o foco da campanha será o “debate feito às claras, como contraponto a todos os outros candidatos que vão tentar minimizar a situação”.

“É um momento em que todos os partidos se alinham para tirar mais ainda o direito dos trabalhadores. Estamos nos colocando à disposição das lutas que estão acontecendo contra a miséria, contra a perda dos direitos dos trabalhadores; contra o aumento do racismo, do machismo, da homofobia. É para isso que servirá nossa candidatura: nos colocar contra a opressão e denunciar o fracasso do sistema capitalista, que não consegue nem proteger a vida dos cidadãos nem no país mais rico do planeta. Vamos denunciar também os oportunistas que querem se eleger para enriquecer ou favorecer as empresas que estão bancando as candidaturas deles.”

Segundo Ivanci Vieira, a melhor forma de combater o desemprego é um plano de obras públicas, que tenha como meta construir mais creches, hospitais, escolas, além de mais investimentos em saneamento básico. “Quando falamos na geração de emprego e renda, o que vem na cabeça das pessoas é dar mais dinheiro para os empresários, com a ideia paternalista de que são os responsáveis por criar empregos, mas é justamente ao contrário. Os empresários precisam dessa enorme quantidade de traba­lhadores desempregados pressionando para baixar salários e enriquecer cada vez mais. Em eventual governo do PSTU a ideia e implementar um plano de obras públicas para dar emprego a essa massa de desempregados e, ao mesmo tempo, construir os equipamentos e moradias que a população precisa. A prefeitura deve servir como ponto de apoio aos traba­lhadores”, ressaltou.

PROPOSTAS

Entre as propostas defendidas pelo PSTU está a criação de uma lista única para todos que precisarem de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). “É falsa a ideia de que você pode governar para todos, que é a fala o PT e todos os partidos da burguesia. Não é possível governar para todos. Por exemplo, a saúde. Os milionários são poucos, mas têm quase que a totalidade dos leitos de UTI, não só para a questão do coronavírus, como também para as doenças que estão sendo chamadas de comuns. O PSTU se coloca no sentido de estatizar todo o sistema de saúde. Criar listas únicas para todos que precisarem usar os leitos de UTI, e não fazer a divisão de que os ricos podem e os pobres não. Essa defesa da vida deve ser o principal objetivo de uma prefeitura, de um Estado.”

Fazer gestão com apoio de conselhos populares é a aposta em eventual governo de Vieira. Segundo o candidato, todos os setores, seja de educação, juventude, donas de casa, precisam ter representação na administração municipal.

“O governo do PSTU é o go­verno dos conselhos populares. O que os conselhos decidirem é o que o nosso governo implementará. Em nosso partido damos muito valor a todos os tipos de organização que existem, porque refletem as dores da sociedade. A grande burguesia já tem suas organizações. As Câmaras Municipais, que a gente acha que é um circo, não são. Cada um tem seu papel e uma empresa por trás, para a qual sabe que devem votar determinadas coisas. Os prefeitos são assim também. Isso não é uma teoria da conspiração que estou colocando. Queremos chamar a população para o governo a fim de que decidam e um prefeito, para ser sério, tem de levar à risca isso. É nesse sentido, que somos absurdamente diferentes dos demais partidos.”

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