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Com tornozeleira, Vaccari vai para regime semiaberto

Com tornozeleira, Vaccari vai para regime semiaberto
Segundo a defesa, Vaccari vai para a casa de um tio dele em Curitiba. Foto: Reprodução

O ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto deixou a prisão nesta sexta-feira, 6, em Curitiba para cumprir pena no regime semiaberto “harmonizado”, no qual ele permanecerá em casa e poderá trabalhar, sob monitoramento de tornozeleira eletrônica.

Vaccari foi preso em abril de 2015, na 12.ª fase da Lava Jato, apontado, na época, como o responsável por captar dinheiro do esquema de corrupção e desvios na Petrobrás para o PT.

O benefício a Vaccari foi determinado pela juíza Ana Carolina Bartolamei Ramos, da 1.ª Vara de Execuções Penais de Curitiba. Ele foi para a casa de um tio na capital paranaense, onde vai morar e trabalhar. “O regime semiaberto harmonizado se revela mais eficiente tanto ao Estado quanto ao reeducando, porque atende aos princípios da proporcionalidade, da razoabilidade e da individualização da pena”, afirmou a juíza.

Indultado há duas semanas na ação em que foi condenado a 24 anos de reclusão, Vaccari ainda cumpre pena de 6 anos e 8 meses imposta em outra sentença da Lava Jato. Essa condenação não é definitiva e contra ela tramitam recursos em tribunais superiores. Sob a alegação de que, nesta ação, o petista já cumpriu 2 anos, 3 meses e 16 dias no regime fechado, a defesa requereu o semiaberto “harmonizado”, que vigora no Paraná, com realização de trabalho.

Há, ainda, outra condenação contra Vaccari, de 6 anos e 8 meses no regime fechado, também pendente de recursos.

O Ministério Público se manifestou a favor do regime semiaberto “harmonizado” para Vaccari, mas rechaçou o pedido de progressão de pena para o regime aberto e a concessão de livramento condicional. A defesa do ex-tesoureiro, representada pelo advogado Luiz Flávio Borges D’Urso, disse considerar a decisão da juíza “justa”.

Vídeo

Depois de sair da prisão, Vaccari gravou um vídeo que foi divulgado nas redes sociais de deputados petistas. “Quero agradecer ao apoio que eu tive de toda a militância do PT nesses quatro anos e quatro meses os quais eu estive preso por injustiça do juiz Sérgio Moro”, afirmou. “Quero deixar também um abraço forte a todos os companheiros do diretório nacional. Sem nenhuma dúvida, o que nós fizemos foi respeitar a lei e, acima de tudo, cumprir a vontade do partido.”

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