Economia, Notícias

Com suspensão de contratos, Toyota adia retomada da produção para final de junho

Com suspensão de contratos, Toyota adia retomada da produção para final de junho
Layoff terá início no próximo dia 22 e duração de dois meses, com redução de até 25% nos salários dos funcionários. Foto: Arquivo

Depois de acordar com os sindicatos a suspensão tem­­po­rária dos contratos de tra­ba­lho de seus funcioná­rios, a Toyota anunciou, ontem (13), o adiamento da re­­to­ma­da da produ­ção nas qua­tro fábri­cas da marca no Brasil.

A montadora havia informado no último dia 1º que paralisaria a produção até 22 de abril. Porém, ontem, re­ve­­lou que vai retomar as ativi­da­des em 22 de junho nas fábri­­cas de São Bernardo, In­daiatuba e Porto Feliz, enquanto a de Sorocaba tem re­torno previsto para 24 de junho.

A partir de 22 de abril, parte dos colaboradores – aque­les ligados diretamente à produção – terá os contratos de trabalho suspensos.

O acordo tem como base a Medida Provisória (MP) 936, que visa preservar empregos durante a pandemia de coronavírus e prevê a suspensão dos contratos de trabalho ou redução da jornada com corres­pondente corte nos salários.

O acordo aprovado impacta colaboradores horistas e administrativos de todas as áreas e níveis e preserva entre 75% e 100% dos salários líquidos, conforme a faixa de remuneração de cada funcionário.
Para o trabalhador que re­cebe até R$ 3.115 não haverá altera­ção. O desconto de 25% vale apenas para aqueles que ganham acima de R$ 25 mil.

A Toyota informou que vai avaliar a situação “momento a momento” e, caso entenda ser possível retomar as atividades antes do previsto, o cronograma seguirá as orientações das autoridades locais.

Na última sexta-feira, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC colocou a proposta em votação por meio de assembleia online. Dos 1,2 mil trabalhadores da planta de São Bernardo, 877 participaram, com 850 votos favoráveis e 27, contrários.

A fábrica de São Bernardo produz peças de reposição e abriga setores administrativo e de engenharia, enquanto a de Sorocaba monta os modelos Etios e Yaris, a de Indaiatu­ba monta o Corolla e a de Por­to Feliz produz motores. No total, emprega 6 mil trabalhadores.

“Temos de garantir o iso­lamento social para evitar o colapso do sistema de saúde e preservar a vida dos traba­lhadores e seus familia­res. Continuamos a negociar pro­postas com as empresas e também criamos as ferramentas necessárias para que os traba­lhadores possam apreciar os acordos na segurança dos seus lares”, disse o diretor exe­cutivo do sindicato, Carlos Caramelo.

Ao menos sete empresas da base do Sindicato dos Meta­lúrgicos do ABC (Delga, Kostal, Dura, Rassini NHK, Arteb e SM Sistemas, além da Toyota) tiveram propostas de suspensão dos contratos de trabalho colocadas em votação online no último fim de semana.

OUTRAS EMPRESAS

A General Motors foi a primeira montadora a fechar acordo de layoff com seus funcionários, que também terão os salários reduzidos entre 5% e 25%. A suspensão dos contratos teve início ontem e vai durar dois meses, prorrogáveis por igual período.

Mercedes-Benz, Volkswagen e Scania também devem iniciar negociações com o sindicato com o objetivo de apro­var acordos semelhantes.

Segundo balanço divulga­do ontem pelo Ministério da Saúde, o Brasil tem 23.430 casos confirmados de Co­vid-19, com 1.328 mortes. O índice de letalidade subiu e está em 5,7%.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*