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Com prisão de Queiroz, cerco a família Bolsonaro se amplia

Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio, foi preso nesta quinta-feira em Atibaia (SP). Queiroz – cujo paradeiro se tornou um mistério desde que o Estadão revelou em dezembro de 2018 que ele fez movimentações bancárias atípicas quando estava lotado no gabinete do então deputado estadual e filho do presidente Jair Bolsonaro – foi localizado pela Polícia Civil paulista em uma casa de Frederick Wassef, advogado de Flávio na investigação sobre suspeita da prática de “rachadinha” na Alerj.

A prisão de Queiroz amplia o cerco à família Bolsonaro. No Supremo Tribunal Federal, o inquérito das fake news avança sobre ações do chamado “gabinete do ódio”, grupo de assessores do Palácio do Planalto comandado pelo vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), e o próprio presidente é alvo de uma investigação que apura suspeitas de tentativa de interferência na Polícia Federal. Atual senador pelo Republicanos, Flávio disse ontem que prisão de seu ex-assessor é uma tentativa de “atacar” o presidente.

Bolsonaro classificou a prisão como “espetaculosa”. “Parecia que estavam prendendo o maior bandido da face da terra”, afirmou o presidente. A operação foi coordenada pelo Ministério Público do Rio e executada pela polícia e por promotores de São Paulo. A ordem de prisão foi expedida pela Justiça fluminense com a justificativa de que Queiroz estaria dificultando a apuração sobre organização criminosa. O ex-assessor foi surpreendido enquanto dormia na casa de Atibaia logo no início da manhã por policiais do departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope).

Nos últimos meses, Wassef, dono do imóvel, negou em entrevistas e conversas reservadas que mantivesse contato ou soubesse onde estava o ex-assessor. Bolsonaro deu declarações sobre o caso no início da noite em uma transmissão na internet, após ministros e advogados passarem o dia discutindo uma estratégia para desvincular o advogado do presidente. Uma nota foi divulgada para afirmar que Wassef não representa Bolsonaro em nenhuma ação judicial.

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