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Com pandemia, ABC perdeu 11,7 mil empregos formais em 2020

Com pandemia, ABC fechou 11,7 mil empregos em 2020
Resultado é o pior desde 2016, quando foram extintos 31.691 empregos

O ABC interrompeu a sequência de dois anos consecutivos de geração líquida de empregos e voltou a fechar postos de trabalho em 2020. Em um ano marcado pela recessão causada pelos efeitos da pandemia de covid-19 na atividade econômica, a região eliminou 11.753 vagas com carteira assinada, como resultado de 256.808 admissões e 268.561 desligamentos.

Trata-se do pior resultado desde 2016, quando foram extintos 31.691 empregos. Com o saldo negativo, os sete municípios encerraram o ano passado com 697.826 vagas formais, queda de 1,7% ante o estoque de 31 de dezembro de 2019.

Os dados integram o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta quinta-feira (28) pelo Ministério da Economia.

Em dezembro, mês em que tradicionalmente as demissões superam as contratações, foram fechados 882 postos de trabalho no ABC. O resultado interrompeu quatro meses consecutivos de geração de empregos. Apesar de ser negativo, trata-se do melhor desempenho para o mês desde 2007.

De agosto a novembro, foram criados 23.661 postos de trabalho no ABC. Porém, a aceleração na geração de empregos foi insuficiente para compensar integralmente as perdas regis­tradas entre março e ju­lho, período mais agudo da pandemia do novo corona­vírus, quando foram eliminadas 37.604 vagas com carteira assinada.

A desaceleração no ritmo de demissões coincidiu com a flexibilização do isolamento social e com adoção, pelo governo, do Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda (BEm), que permitiu a suspensão dos contratos ou a redução de jornada e salários, mediante compensação paga pelo governo, o que ajudou a manter os postos de trabalho formais.

Segundo o Ministério da Eco­­­nomia, 466,2 mil acordos fo­ram fechados na região durante a vigência do BEm, os quais beneficiaram 241,6 mil trabalhadores. Porém, a validade do programa terminou em 31 de dezembro de 2020. Desde 1º de janeiro, empresas precisam pagar os salários integrais dos seus funcionários.

SETORES

No corte por atividades econômicas, a construção civil foi a única a encerrar 2020 com geração de vagas no ABC – 1.071, alta de 3,6% no estoque do segmento. No sentido contrário, a indústria e os serviços – os mais afetados pelas medidas de distanciamento social – fecharam 6.949 e 5.014 vagas, respectivamente. No caso do setor fabril, trata-se do décimo resultado anual negativo consecutivo.

O comércio, por sua vez, eliminou 857 postos de trabalho.

No corte por municípios, Rio Grande da Serra foi o único a gerar empregos em 2020 – 27, alta de 1,0%. No sentido contrário, fecharam vagas Santo André (4.081), São Bernardo (3.732), Diadema (2.625), Mauá (557), São Caetano (557) e Ribeirão Pires (228).

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