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Com novo recorde, dólar fecha em R$ 5,66 após saída de Sergio Moro

O câmbio teve mais um dia tumultuado, com oito intervenções do Banco Cen­tral. A saída do agora ex-ministro Sergio Mo­ro da pasta de Justiça e Segurança Pública, bem como suas acusações ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), levaram o dólar a encostar em R$ 5,75. À tarde, com nova ação do BC, a valorização da moeda perdeu fôlego. Mesmo assim, o dólar à vista fechou em novo recorde, a R$ 5,6614, com ga­nho de 2,4%, a maior alta por­centual desde 18 de março.

O BC “queimou” US$ 7 bilhões nos últimos três dias para tentar segurar as cotações do dólar no Brasil, mas a bateria de leilões de moeda do Banco Central, intensificados desde a última quarta-feira, foram incapazes de acalmar o mercado até agora.

No ano, o dólar acumula valorização de 41% ante o real, que é a moeda com pior desempenho mundial, considerando os principais mercados.

No mercado acionário, o Ibovespa ameaçou chegar a “circuit breaker” no pior momento do dia, aos 72.040,82 pontos (queda de 9,58%), pa­ra depois moderar perdas e fe­char em baixa de 5,45%, aos 75.330,61 pontos, vindo de duas semanas de recuperação.

Com a perda de 4,63% acu­mulada nesta semana, o Ibo­vespa reduz o avanço obtido no mês a 3,16%. No ano, o recuo agora é de 34,86%.

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