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Com inflação confortável, BC mantém Selic em 6,5% ao ano em última reunião de 2018

Com inflação confortável, BC mantém Selic em 6,5% ao ano em última reunião de 2018
BC alertou que, sem reformas, a inflação pode acelerar. Foto: Arquivo

A atual diretoria do Banco Central deu indicações, ontem (12), de que a Selic tende a permanecer no atual nível – o mais baixo da história – pelo menos nos primeiros meses do governo de Jair Bolsonaro.

Os dirigentes da instituição decidiram manter a taxa básica de juros da economia em 6,50% ao ano, pela sexta vez consecutiva. Em comunicado, eles avaliaram que a atividade segue em recuperação “gradual” e que diversas medidas de inflação estão em níveis “confortáveis”.

Embora a Selic esteja no menor patamar da história, o país ainda tem uma das maiores taxas de juro real (descontada a inflação) do mundo. Ranking elaborado pelo portal MoneyYou e pela Infinity Asset Management mostra que o Brasil tem a sexta maior taxa real do mundo (2,83% ao ano).

Quando a inflação está alta ou indica que vai ficar acima da meta, o Copom eleva a Selic. Dessa forma, os juros cobrados pelos bancos tendem a subir, encarecendo o crédito, freando o consumo e reduzindo o di­nheiro em circulação. Com isso, a inflação cai. O Copom reduz os juros quando avalia que as perspectivas para a inflação estão em linha com as metas determinadas pelo governo.

No comunicado que acompanhou o anúncio, o Comitê de Política Monetária (Copom) – formado pelo presidente do BC, Ilan Goldfajn, e pelos oito diretores da instituição –avaliou que, desde o encontro anterior, de outubro, houve alta do risco de a ociosidade na economia produzir inflação abaixo do esperado.

Por outro lado, a instituição voltou a alertar que, sem as reformas econômicas, a inflação pode acelerar. Uma even­tual crise no exterior intensifi­caria este movimento.

 

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