Política-ABC, São Bernardo do Campo, Sua região

Com família tradicional na política de São Bernardo,Eduardo Tudo Azul deve concorrer a vereador em 2020

Eduardo Tudo Azul: “política é uma só, basta o governante ser ético e prudente”. Foto: Reprodução

O advogado Eduardo Verzegnassi Ginez, o Eduardo Tudo Azul, vem de família tradicional na política de São Bernardo e estuda candidatura a vereador nas eleições do próximo ano. Ginez afirma que há muitos problemas a serem sanados e não há tempo para discutir ideologias partidárias. “Percebo que hoje o cidadão está muito mais ligado em política do que em tempos atrás, e isso é saudável para que o candidato político, seja ele de classe ou partidário, esteja muito mais qualificado para o cargo eletivo que pretende concorrer. A população tem muito mais conhecimento de seus direitos e a fiscalização, e até mesmo a cobrança, fará com que os governantes tornem o Estado cada vez mais sólido e consequentemente melhor para vivermos e planejarmos o futuro”, afirmou Eduardo Tudo azul, em entrevista exclusiva para o Diário Regional.

O sr. é advogado e vem de família com história na política local (o avô José Tudo Azul, teve nove mandatos como vereador e o pai, Juarez Tudo Azul, está no 4ª mandato) …

Primeiramente, quero deixar claro que ainda não me considero um efetivo candidato para o pleito do próximo ano. Estou focado em cumprir meu papel à frente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). Contudo, em momento oportuno, caso isso se concretize, carrego a responsabilidade, dentre tantas, de zelar pelo legado deixado pelo meu avô e meu pai, que, em vista de exercerem por longos anos a vida pública, nunca cometeram nenhum ato que os desonrassem. Ambos sempre tri­lharam um caminho pautado pela ética e moral. Meus exemplos são de dentro da minha casa.

Seus pais são advogados. Esse fato influenciou na escolha de sua profissão?

No início da minha adolescência, eu tive a oportunidade de trabalhar, como office boy, no escritório fundado por minha mãe. Ali, com 15 anos de idade aproximadamente, tive meus primeiros contatos com o Direito. Quando estava prestes a concluir o ensino médio e escolher o que prestaria no vestibular, ponderei que eu me identificava muito mais com a área de humanas, e tais fatores se somaram na escolha de minha profissão. Apesar de meus pais serem advogados, eles me deixaram muito a vontade para optar por qual profissão e carreira seguir.

Como advogado, atua em quais áreas do direito?

Sou especialista em Direito Constitucional e Político, e atuo nas áreas do Direito Empresa­rial, do Consumidor e Família e Sucessões.

Como foi a iniciativa de se candidatar na chapa da OAB de São Bernardo que se consagrou vencedora?

Sempre fui espectador da política de Ordem, mas confesso que não estava nos meus planos em concorrer ao pleito. A bem da verdade, quem teve a iniciativa de formar a chapa foi o nosso presidente, Luiz Ribeiro, e quem, inclusive, formalizou o convite para que eu integrasse o time.

Como tem sido a atuação na OAB?

É uma experiência muito gratificante servir a classe profissional da qual faço parte. Confesso que nunca me imaginei nesta posição, mas diante da oportunidade concedida a mim, bem como a toda diretoria, por meio dos 1.306 votos de confiança recebidos, é necessário informar que estamos elaborando diversos projetos para o próximo ano, sendo um dos principais a construção de salas para que os advogados que não possuem escritório realizarem atendimentos a seus clientes em nossa subseção.

De quais comissões que o senhor faz parte na OAB?

Como exerço o cargo de diretor tesoureiro, achei prudente não estar vinculado a nenhuma comissão temática, porém, com muita honra, fui designado pelos demais diretores a ser o coordenador responsável por todas as comissões criadas até o momento.

Qual avaliação faz da po­lítica nacional?

A política aplicada nos entes federativos contém particularidades únicas, em cada uma de suas esferas. Expor meu ponto de vista sobre o cenário, ou até mesmo sobre as leis ou Constituições que as organizam, duraria, talvez, algumas boas horas de conversa.

O ABC tem histórico de abandono das promessas dos candidatos. Como avalia a po­lítica regional?

Acredito que o não cumprimento de promessas políticas, não fica restrito apenas aos políticos do ABC. Não quero generalizar, mas acompanho muitos políticos de fora de nossa região e percebo que isso é um mal quase cultural do nosso país, infelizmente. Talvez uma das formas para acabar com as falsas promessas é a elaboração ho­nesta e plausível de um plano de governo pautado no bom sendo e legalidade.

Sabemos que tem muito político que aproveita da eventual falta de conhecimento do eleitor para prometer coisas que sabe ser inviável de conquistar, às vezes por falta de amparo legal ou até mesmo por depender de outros fatores políticos, para tanto. Porém, para isso necessitamos de eleitores conscientes, que cobrem dos políticos que foram eleitos para nos representar.

Tem uma idéia de qual le­genda o senhor se filiará para uma eventual candidatura?

Hoje estou filiado no PSDB e tenho ótima relação com o prefeito Orlando Morando (PSDB). Contudo, caso eu realmente concorra ao cargo de vereador, irei analisar com carinho todos os convites feitos até o momento.

Meu pai sempre se preocupou em exercer trabalhos voltados para as áreas sociais, especialmente na da saúde, que foi herança do meu avô. Entendo que dar continuidade a trabalhos voltados para a população mais carente é essencial, porém, tenho convicção que o político deva trabalhar para o cidadão de um modo geral, sem que haja qualquer distinção.

As redes sociais têm pregado a radicalização. Como o sr. vê a chamada “disseminação do ódio”?

Particularmente, evito qual­quer debate político em redes sociais, pois entendo que não acrescenta nada. Essa polarização entre os ditos de direita e esquerda, que começou a ganhar corpo na reeleição da ex-presidente (Dilma Rousseff/PT) e se fortificou quando ocorreu seu impeachment, só nos desagrega mais. Temos de trabalhar incansavelmente para a união da população. Nosso Brasil tem muitos problemas a serem sanados e não há tempo para discutirmos sobre ideologias partidárias. O que está em jogo é o futuro de nossa nação.

Já tem alguma ideia de quais bandeiras vai defender?

Vejo que o Estado está deficitário em diversos segmentos e, sem exceção, devemos trabalhar e cobrar para que todos os serviços públicos sejam de excelência, mas para que o Estado tenha possibilidade de investir, primeiramente temos de combater a corrupção. Para isso entendo que é na Educação base onde o estado tem a possibilidade, trabalhando de forma coerente em conjunto com os familiares, de moldar o caráter do cidadão. Assim, digo com bastante propriedade que uma das grandes bandeiras que carrego, além do trabalho na área da saúde, é o investimento na Educação infantil. Com isso criamos pessoas que na fase adulta terão discernimento do que é valioso para construção e expansão organizada de uma sociedade.

Seu avô teve mandatos marcados por forte atuação na área social.

Meu avô ajudava quem o procurava sem a mínima preocupação se o necessitado residia em São Bernardo. Falo com propriedade que ele não fazia nada em troca de votos, mas sim por amor ao próximo, tanto que todas suas campanhas eleitorais, comparadas com as dos demais candidatos, eram muito humildes. Ele corriqueiramente dizia que na vida poderíamos ter tudo, mas se não tivéssemos saúde, nada mais valia a pena. Meu pai, dentre as diversas atividades políticas e legislativas, quando é procurado para casos de saúde faz questão de ajudar, sempre pautado na legalidade. Caso eu concorra e seja eleito, jamais abandonarei quem estiver com problemas de saúde e farei o que estiver ao meu alcance, sem infringir a ética, para dar solução ao caso, assim como meu avô fazia e meu pai faz.

Muito novos políticos vem com história de nova política. Qual sua opinião?

Sempre digo que política é a arte de convergir interesses. Contudo, os maus políticos convergem interesses particulares em detrimento aos da população, o que é abominável. Essa tal de nova política que muitos pregam, no meu conceito, de quem convive neste meio há muitos anos, é a forma de fazer política que meu avô e pai sempre rea­lizaram, pautada na honestidade, na moral e no zelo com o dinheiro público. Política é uma só, basta o governante ser ético e prudente.

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