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Com falta de insumos na área da Saúde, Prefeitura de Diadema pede doações

Lauro Michels: “Neste momento, temos que dar as mãos. Nos unir. Ajudar a garantir a segurança dos nossos profissionais da saúde, e de todos os munícipes que precisarem de atendimento”. Foto: Arquivo

A Prefeitura de Diadema está pedindo doações de insumos utilizados na enfermagem e produtos de  limpeza frente ao crescimento da demanda por conta da pandemia de coronavírus.

A Secretaria de Saúde da cidade está recebendo doações de álcool gel ou líquido 70%; máscaras, toucas e aventais descartáveis; aventais impermeáveis; óculos de proteção e protetores faciais de acrílico; luvas de procedimento; papel-toalha de folhas intercaladas; papel-lençol; sabonete líquido;  água sanitária (soluções à base de hipoclorito).

O prefeito Lauro Michels (PV) afirmou ao Diário Regional  que a escassez de insumos está relacionada à falta de estoques e ao preço abusivo.  “Estamos fazendo de tudo para comprar. Sim, temos dificuldades financeiras, mas o problema não é esse. Não tem fornecedor, não tem estoque, e quem tem, quer valores absurdos. Pagar centavos numa máscara em um mês e 50 vezes mais no seguinte é absurdo”, afirmou.

Michels ganhou repercussão nacional nesta semana, ao dar entrevista  ao Bora SP, da Band,  e se emocionar ao descrever a situação da área da saúde na cidade. “É uma vergonha o que as empresas de máscaras, as empresa fornecedoras de EPIs (equipamento de proteção individual) da saúde estão fazendo com o mercado da saúde”, disse Michels durante a entrevista.

A reportagem tem recebido diversas reclamações sobre a falta de equipamentos de proteção individual (EPIs) para os trabalhadores da área da saúde em Diadema, principalmente no Hospital Municipal. Entre as queixas que chegaram à redação estão falta de materiais de higiene como sabão, papel, papel toalha, álcool 70%; falta de EPIs mesmo em locais onde há casos suspeitos e confirmados de covid-19; e uso de máscaras inadequadas.

O munícipe Cosmo Maciel da Silva afirmou que esteve no Hospital Municipal e presenciou atendentes utilizando as mesmas máscaras durante horas. “Eu presenciei a enfermeira com a máscara molhada, sem trocar. O diretor do Hospital nem aparece lá. Todos estão correndo risco”, pontuou.

“Neste momento, temos de dar as mãos. Nos unir. Ajudar a garantir a segurança dos nossos profissionais da saúde, e de todos os munícipes que precisarem de atendimento”, complementou Michels.

SINDICATO

Em contato com a reportagem, o Sindicato dos Funcionários Públicos de Diadema  informou que “enviou três documentos à prefeitura sobre as condições de trabalho e EPIs e ate o momento não obtivemos resposta formal para nenhum dos ofícios.  Frente a essa situação, estaremos encaminhando  as denúncias sobre condições de trabalho e falta de EPIs para o  Ministério Publico do Trabalho”.

Questionada, a prefeitura informou que “diante da crise mundial de insumos de enfermagem, o município garante a biossegurança de funcionários dispensando a quantidade necessária para o tempo de trabalho do profissional na assistência. Todos os serviços de saúde públicos e privados, mesmo com todos os recursos financeiros voltados para a compra desses insumos, estão com dificuldades de encontrá-los no mercado”.

Segundo a prefeitura, os protocolos para uso de EPIs são os estabelecidos pelo Ministério da Saúde e Secretaria de Estado da Saúde. Em relação ao estoque desses produtos, a prefeitura “informou que há quantidades diferentes para cada tipo de insumo e tipo de estabelecimento. Os fluxos de compra da prefeitura estão totalmente dedicados à compra de insumos e EPIs para a Secretaria de Saúde”.

Serviço – Se você é empresário, comerciante, ou mesmo pessoa física de qualquer lugar do Brasil e quiser colaborar, a Secretaria de Saúde fica na Avenida Antonio Piranga, 700 – Centro.

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