Diadema, Política-ABC, Sua região

Com duas novidades, Michels apresenta seis secretários

O prefeito reeleito de Diadema, Lauro Michels (PV), anunciou ontem (7), durante coletiva de imprensa, o nome de seis secretários que vão compor seu governo no segundo mandato. Destes, apenas dois não faziam parte da equipe: o chefe da pasta de Finanças, Jorge Luiz Demarchi, e a secretária de Comunicação, Carla Dualib.

Continuam na equipe o secretário de Assuntos Jurídicos, Fernando Machado; o secretário de Serviços e Obras, Marcelo Ferreira; o assessor especial de gabinete Carlos Vianna e Francisco Rocha, que continua na Secretaria de Planejamento e Gestão Pública, mas não acumula mais Finanças.

O prefeito agradeceu o trabalho dos subordinados e deu as boas-vindas aos recém-chegados. Questionado sobre a declaração dada logo após a vitória no segundo turno da eleição municipal, sobre a renovação da equipe, o verde sustentou que as mudanças já estão acontecendo. “São dois novos nomes em cinco secretários. Só aqui já tem uma renovação de 40%”, respondeu.

Michels ainda destacou que a Secretaria de Planejamento terá perfil mais estratégico e que, com um gestor de mão firme – Francisco Rocha é conhecido por executar com mão de ferro seu trabalho –, espera que os serviços públicos ganhem em qualidade, uma vez que o orçamento está restrito. “O Marcelo ficou um ano e onze meses e, agora, vai poder realizar o trabalho desde o começo. A equipe do Jurídico será toda reformulada. Então é sim uma reestruturação”, completou.

Todas as compras serão concentradas na Secretaria de Planejamento. Segundo o chefe do Executivo, o objetivo é que falhas ocorridas durante a atual gestão, como atraso na entrega dos uniformes ou falta de medicamentos nas farmácias das Unidades Básicas de Saúde (UBS) não se repitam.

“Secretário tem de saber que orçamento não é dinheiro. Precisa de planejamento, precisa de criatividade, precisa de comprometimento e estar disponível sete dias por semana”, afirmou.

Cartas de demissão

Michels afirmou que pediu a todos os secretários e comissionados que apresentem suas cartas de demissão. “Será tudo analisado caso a caso. Quem está em cargo político tem de saber que cadeira não tem nome. A população mostrou isso nas urnas. Temos também composições feitas no segundo turno que precisam ser atendidas”, detalhou. “Claro que tenho respeito por todos os secretários, e quem sair poderá ser aproveitado em outra função, com a sua experiência”, concluiu.

Michels reafirmou a reestruturação: “são dois novos nomes em cinco secretários”. Foto: Thiago Benedetti/Divulgação PMD

Ainda sem titular, Saúde terá ouvidor e conselho gestor

O prefeito de Diadema, Lauro Michels (PV), afirmou que tem focado seus esforços para encontrar um nome com perfil técnico para assumir a Secretaria de Saúde. Além do responsável, a pasta passará a contar com um ouvidor e com um conselho gestor. “Estamos em conversas com Hélio Egydio Nogueira, especialista em Gestão Pública de Saúde e ex-reitor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), para ser nosso ouvidor”, declarou.

Também será formado um conselho gestor, possivelmente com membros da sociedade civil e do governo, para auxiliar nas decisões. “A saúde é meu maior compromisso com a população. É onde estou mais focado e empenhado em colocar um técnico que saiba ouvir as pessoas”, completou.

Michels evitou fazer críticas ao vereador e ex-secretário de Saúde José Augusto da Silva Ramos (PSDB), que teve sua passagem pelo governo bastante criticada, mas admitiu que decidiu descentralizar o poder de decisão da pasta. “As urnas mostraram que não funcionou (a atuação de Ramos, já que o vereador não conseguiu se reeleger). Temos dificuldades na saúde em todo o país. Em Diadema é uma área que demanda cuidado e atenção”, relatou.

EducaçãoA Secretaria de Educação deve ficar com o PSB. O vereador Marcos Michels (PSB) foi o titular da pasta por três anos e meio, mas ainda não há consenso sobre quem será o titular. Atualmente está à frente a adjunta Tatiane Ramos. A pasta teve problemas com a compra de uniformes, que não foram entregues em 2016.
“Tivemos

um problema com sobrepreço, e trabalhamos para quebrar o cartel que atuava na cidade. Apesar de termos conseguido reduzir os custos de R$ 8 milhões para R$ 4 milhões, não foi possível entregar (os uniformes) no prazo. O que vamos fazer agora é entregar aos alunos dois kits de uniforme, porque o dinheiro já está gasto. Os kits que sobrarem, dos alunos que saem da rede em 2017, serão abatidos das próximas compras ou vão para o estoque”, declarou o prefeito.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*