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Com aumento da ocupação, desemprego cai pelo quinto mês consecutivo no ABC

Andaku: “resultado foi positivo graças à alta no nível de ocupação”. Foto: ArquivoA taxa de desemprego no ABC caiu pelo quinto mês consecutivo, passando de 16% em setembro para 15,5% em outubro, sob estímulo do aumento da ocupação.

Os dados integram a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), realizada pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em parceria com o Consórcio Intermunicipal.

Nos meses anteriores, a queda na taxa de desemprego foi provocada, na maioria das vezes, pela saída de pessoas da força de trabalho, ou seja, gente que deixou de procurar ocupação e, por isso, trocou a condição de desempregado pela de economicamente não ativo.

Porém, o desempenho positivo no mês passado foi motivado pelo crescimento de 1,9% do nível de ocupação, com geração de 23 mil postos de trabalho, superando o aumento da População Economicamente Ativa (PEA), que teve alta de 1,3%, graças ao ingresso de 19 mil pessoas na força de trabalho da região.

O total de desempregados foi estimado em 222 mil pessoas no ABC, com redução de 4 mil ante setembro.

“O resultado foi positivo, principalmente, por ter ocorrido graças à alta no nível de ocupação. Em meses anteriores, a redução da PEA tinha sido o fator determinante”, disse César Andaku, economista do Dieese, durante a apresentação da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), no Consórcio.

Na análise por setores, o agregado Comércio e Reparação de Veículos registrou expansão de 7,4%, com geração de 15 mil postos de trabalho, e os Serviços avançaram 2,1%, com 14 mil novas vagas.
Outubro é historicamente um mês de con­tratações na região, especialmente no comércio – que, nesta época, recorre a trabalhadores temporários para atender ao aumento da demanda decorrente das festas de fim de ano. A crise, porém, tem desestimulado o reforço na mão de obra nos últimos três anos.

“A crise bagunçou (as sazonalidades de) nossa série histórica, mas o aumento da ocupação no comércio e nos serviços nesta época do ano faz sentido”, disse Andaku. O economista, porém, ressalvou que esse movimento não significa que o ABC esteja saído da crise.
Por outro lado, a indústria recuou 4,3%, devido à eliminação de 11 mil postos de trabalho, com destaque para a queda de 7,4% do segmento metalmecânico, que perdeu 9 mil vagas.
A PED também constatou o aumento no número de autônomos, de 185 mil em setembro para 197 mil no mês seguinte. “Os dados sugerem que o crescimento na ocupação no comércio se deu entre os autônomos, que parece ser a forma encontrada para obter alguma renda no fim do ano”, afirmou Andaku.

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