Diadema, Política-ABC, Sua região

Com apenas 17 anos, Ivamoto é o pré-candidato a vereador mais jovem de Diadema

Com apenas 17 anos, Ivamoto é o pré-candidato a vereador mais jovem de Diadema
Ivamoto: “Diadema poderá ter, pela primeira vez, um porta-voz no parlamento da cidade”. Foto: Arquivo pessoal

O diademense Leonardo Ivamoto é pré-candidato a vereador pelo DEM nas eleições deste ano. Com apenas 17 anos, o jovem afirmou que sempre foi interessado por política e com vontade e liderar a comunidade em direção à prosperidade. Confira a entrevista concedida ao Diário Regional.

Por que decidiu concorrer a vereador sendo ainda tão jovem?

Sempre fui um jovem muito interessado pela política, ao mesmo tempo sempre tive um anseio de liderar a comunidade em direção a prosperidade. Esse anseio se tornou uma vontade única. Recentemente representei o Brasil no México. Sempre busquei me aprimorar no sentido de dar o melhor de mim para o próximo. Se pudesse me definir em uma frase, seria: ‘sou um jovem como uma lâmpada, uma lâmpada que emite uma luz de esperança e juventude para um ambiente tão rígido e restrito’.

O que te levou a escolher o Democratas em sua primeira incursão como pré-candidato?

O que me levou a escolher esse partido foi a sua atuação em Diadema. Conversei muito com os vereadores Salek de Almeida e Revelino Teixeira, o Pretinho do Água Santa, que vêm fazendo um trabalho muito gratificante pela comunidade. De certo modo, o próprio Pretinho, pré-candidato a prefeito, me convidou para fazer parte da legenda. Me disse o seguinte: “temos de apostar nos jovens. Confio em você e acredito que v é capaz de representar a juventude”. Por esse apoio, decidi lançar a minha pré-candidatura.

Você é o mais novo pré-candidato em Diadema e talvez do ABC. Como analisa a participação do jovem na política brasileira?

Não somente agora – isso já vem de muito tempo – o jovem não se sente representado pela política atual. Na realidade, nós jovens temos uma disposição inigualável. Temos vontade de ajudar e de resolver problemáticas como ninguém tem, por isso é importante abrir as portas da política para os jovens. Venho dizendo um bordão pessoal há alguns meses: ‘lugar de Jovem também é na política’.

Tenho dito muitas vezes que política é tudo. Desde nas empresas, em sua organização e estratégia, até mesmo nas nossas famílias, assim como temos políticas em todas as partes da sociedade, devemos também ter jovens que as representem. O jovem é um dos grandes contribuintes para a nossa sociedade.

Você fez intercâmbio no México. Como é a política naquele país? Quais as diferenças em relação ao Brasil?

Sim. Fiz intercambio no México, o qual reconheço como missão, por não somente conviver com o povo daquele país, mas por também representar o Brasil no estrangeiro. A  política do México é um pouco mais simples, no sentido de que lá não tem uma estrutura regional como nós  temos. Por exemplo, a prefeitura se chama Presidência Municipal no México e, pelo que observei, não existe câmara municipal, com vereadores. O que existe são os  Regedores, um gabinete que se encontra na própria “prefeitura”. Ou seja, não existe uma  espécie de Legislativo municipal, um contrapeso do Executivo municipal.

Em minha opinião, esse formato deixa a política muito longe da população. No Brasil temos um sistema político, no que diz respeito ao âmbito regional e municipal, realmente mais próximo da comunidade, acessível e atuando como fiscalizador do Executivo municipal.

No Brasil temos uma gama maior de partidos políticos, não somente para gerar gastos, como também para oferecer opções à população. Porém, algo que sinto falta são candidatos jovens em ambos os países.

Qual análise faz do cenário político em Diadema?

Para mim, está muito instável neste momento, não somente com a pandemia do covid-19, como também pela troca de chefe do Executivo que se aproxima com as eleições deste ano. Se observa também uma grande movimentação na câmara municipal, já que alguns vereadores não vão concorrer este ano, o que abre a oportunidade para que pessoas novas entrem no parlamento.

É claro que essa instabilidade gera muita incerteza. Temos candidaturas (ao Executivo) de governos anteriores, como também de outros partidos, como o próprio Democratas (DEM), no qual me encontro. Em minha opinião, sempre é melhor se manter longe dos extemos. Não estamos falando em eleger alguma ideologia de fora da cidade, muito menos algo que já passamos, como o atual governo ou uma possível volta de um governo antecessor. Me refiro a tentar o novo. Talvez seja o mais ponderado eleger o consenso e a calma e, sinceramente, consigo ver isso na pré-candidatura do Pretinho do Água Santa.

Como vê a atuação dos governos estadual e federal, inclusive em relação à pandemia?

Na parte da atuação do governo federal, percebe-se o afastamento de alguns governos estaduais, como o nosso do Estado de São Paulo. O Ministério da Saúde, até a demissão do (Luiz) Mandetta, estava adotando uma postura mais próxima e coesa com o nosso governo estadual, apoiando o distanciamento social, como também o isolamento horizontal. Depois que a equipe da pasta da Saúde foi trocada pelo novo ministro, Nelson Teich, se nota concordância por parte do ministério com o governo federal.

Percebe-se que o Ministério da Saúde está sendo mais ponderado ao colocar as medidas necessárias contra o novo coronavírus, o que no meu ver deveriam ser mantidas. Nota-se uma postura totalmente diferente do governo estadual, que desde muito cedo adotou medidas de combate e resposta à pandemia, o que, de fato, ajudou a achatar a curva (de infecção).

Quais suas expectativas em relação a eventual atuação na Câmara?

Em uma eventual atuação minha na Câmara Municipal, o jovem teria, pela primeira vez, um porta-voz no parlamento da cidade, passando a mensagem e os seus anseios no âmbito de seu município. Creio que será uma atuação diferenciada, pois teremos um jovem no parlamento, com ideais diferentes, vontade e determinação de mudança, em prol da população e dando voz aos jovens de nossa cidade, que muitas vezes são esquecidos.

4 Comentários

  1. Seria ótimo uma representação da juventude sim, mas da juventude pobre. Um jovem de condomínio, escola particular, será porta-voz dos jovens da favela, que são imensa maioria na cidade? Duvido muito.

  2. Lucas Mandu Pimentel

    Nestas eleições de 2020, meu voto é nele. Estudou no mesmo colégio que eu, IEMANO. Sabe falar, tem conhecimento, e deixava a esquerdalha sem argumento (praxe).

  3. Jefferson Breno Gonçalves Amorim

    Olá, ele como que ele irá se candidatar com 17 anos

  4. Andréia da Silva

    Esse ai não deve saber o que é pegar um ônibus 6 horas da tarde no terminal piraporinha

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*