Brasileirão, Esportes

Com ameaça à família e risco de rebaixamento, Cueva assume responsabilidade por gol perdido

Cueva: “(A ameaça) preocupa, mas tenho de estar forte”. Foto:  Maurício Rummens/Fotoarena/FolhapressAs entrevistas coletivas de Christian Cueva são raras no São Paulo. O peruano, que prefere se manter longe dos holofotes, ainda é supersticioso e não gosta de falar na véspera das partidas. Porém, em um momento conturbado vivido pelo Tricolor, o camisa 10 deu as ca­ras no CT da Barra Funda.

Cueva explicou divergências com Pintado, assumiu responsabilidade pelo gol perdido contra o Coritiba e revelou preocupação com o drama vivido por familiares no Peru, além de prometer que o time escapará da zona de rebaixamento do Bra­sileirão. “Vamos deixar o san­gue pela torcida e sonhar com algo melhor”, disse.

Na última quarta-feira, uma granada e uma pomba morta foram deixadas na porta da casa do sogro de Cueva, na cidade de Trujillo, no norte peruano. Havia também uma carta pedindo que o meia ligasse para um telefone a fim de evitar que a família sofresse com uma nova granada, desta vez sem a trava de segurança.

A polícia local precisou isolar a área para retirar o artefato.

“É difícil e não nego que seja algo que me preocupa, mas tenho de jogar. É minha família, tenho de estar forte porque sou quem cuida deles, mas vai passar. Deixo a polícia e as autoridades que investigam trabalharem com isso. Vou ajudar no que puder, pois quero a tranquilidade dos meus parentes, principalmente das minhas duas filhas, que acabam sofrendo mais”, lamentou.

Poucas horas após a ameaça, Cueva já teve de entrar em campo pelo São Paulo diante do Coritiba. Foi uma das peças mais lúcidas do time na derrota por 2 a 1, mas também teve responsabilidade pelo tropeço.

“Estávamos mentalizados em ganhar e tivemos oportunidades de gol. Eu mesmo perdi uma chance. A responsabilidade é minha e de meus companheiros”, disse.

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