Esportes, Futebol

Com acordo perto do fim, Caixa e Corinthians negociam renovação

O contrato entre Corinthians e Caixa Econômica Federal se encerra nesta semana e ainda não há sinais de que poderá ser renovado. Principal receita do clube depois dos direitos de transmissão, o patrocinador endurece nas discussões conduzidas há alguns meses.

Dois pontos, em especial, travam a renovação. O principal deles diz respeito ao prazo de duração. O Corinthians quer R$ 30 milhões por um contrato de um ano, enquanto o banco não quer renovar com nenhum clube para além de dezembro. Assim, a proposta da Caixa é por oito meses de acordo por R$ 18 milhões.

Os valores para renovação são o segundo ponto do entrave. Na proposta apresentada, o clube pede R$ 2,5 milhões por mês, enquanto a Caixa só aceita pagar o valor atual, na base de R$ 2,2 milhões mensais. Nesse sentido, o Corinthians já avisou que aceita renovar pelos mesmos valores do atual contrato, mas bate o pé pelo acordo de 12 meses.

Diferentemente das renovações anteriores, as conversas são lideradas pelo presidente Roberto de Andrade, com o suporte do departamento de marketing. Nos úl­timos anos, era o deputado federal e ex-presidente Andrés Sanchez quem conduzia as conversas. Andrés, porém, já declarou de forma pública que não auxilia mais na gestão.

Presente na camisa do Corinthians desde 2012, a Caixa chegou a ficar de fora durante algumas semanas, no ano passado, também por dificuldades na renovação. À época, o clube pleiteava que os valores fossem mantidos, mas que o banco abrisse mão da barra das costas da camisa. Atualmente, essa propriedade pertence a Alcatel.

Diante das dificuldades de renovação, o Corinthians mantém conversas com pelo menos duas empresas interessadas no espaço mais nobre da camisa. Como o contrato com o Corinthians se encerra nesta semana, a marca da Caixa pode não estar presente no fim de semana, na semifinal do Paulistão.

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