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Com 1,9 mil cortes em agosto, região perde vagas pelo 21º mês seguido

O ABC eliminou empregos com carteira assi­nada pe­lo 21º mês consecutivo e deu nova demons­tração de que a crise que atin­ge com mais intensidade a economia dos sete municípios está longe do fim.

Entre admissões e demissões, as empresas da região fecharam 1.915 vagas em agosto, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados ontem (23) pe­lo Ministério do Trabalho.

O saldo é ligeiramente melhor do que o do mesmo mês do ano passado, quando foram extintos 1.955 postos de trabalho, mas pior que o de julho, quando foram eliminados 1.519, o que frustra a expectativa de desaceleração das demissões no ABC.

No acumulado do ano até agosto foram fechadas 20.572 vagas, o que corresponde a quase 86 por dia. No mesmo período do ano passado, o saldo foi negativo em 24.132.

Com isso, o ABC caminha para registrar o terceiro ano consecutivo de redução da ocupação formal no âmbito do Caged. Em 2015, segundo o registro administrativo do Ministério do Trabalho, foram fechadas 42.771 vagas, nú­mero que se seguiu as 11.230 extintas em 2014.

Indústria

O resultado negativo de agosto foi puxado, principalmente, pelas 1.687 vagas fechadas na indústria. Trata-se do 19º resultado negativo seguido no parque fabril, que é o mais afetado pela crise.

A deterioração do merca­do de trabalho do ABC começou em 2012 na indústria, mas se espalhou para as demais atividades em 2014, refletindo a desaceleração da economia e a perda de vigor do setor automotivo, que enfrenta o quarto ano seguido de queda nas vendas.

Depois da indústria, a atividade que mais demitiu em agosto foi a construção civil, com 1.008 vagas fechadas.

O resultado geral só não foi pior porque o comércio abriu 445 postos de trabalho, o que interrompeu oito meses seguidos de queda na ocupação; e os serviços criaram 238, primeiro resultado positivo em 17 meses.

No país foram fechados 34 mil postos de trabalho com carteira assinada em agosto, 17º saldo negativo seguido.

Apesar do resultado negativo, houve melhora em relação ao volume de demissões ocorridas em agosto do ano passado (86,5 mil), o que levou o Ministério do Trabalho a avaliar que a perda de empregos foi “significativamente menor” do que no mesmo período do ano passado e que as demissões perdem força.

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