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Coligações poderão garantir governabilidade a eleitos

Com dez vereadores eleitos em seu grupo, Maranhão terá o Legisaltivo mais favorável; coligação de Kiko garantiu sete cadeiras. Fotos: Eberly Laurindo

Os partidos que compõem as coligações dos prefeitos eleitos em Ribeirão Pires, Kiko Teixeira (PSB), em Rio Grande da Serra, Gabriel Maranhão (PSDB), e em São Caetano, José Auricchio Junior (PSDB), foram os que garantiram maior presença nas Câmaras para a próxima legislatura (2017-2020), auxiliando na articulação em torno da governabilidade dos novos chefes dos Executivos municipais.

Se mantidas as alianças, Maranhão será o prefeito com o Legislativo mais favorável entre as cidades onde as eleições já foram definidas. Com ampla coligação de 15 partidos (PSDB, PSD, PDT, PSL, PTN, DEM, PSDC, PRTB, PHS, PSB, PV, PRP, PEN, PCdoB e SD), o tucano deverá contar com a sustentação de dez dos 13 vereadores que compõem a Casa. As cadeiras restantes serão ocupadas pelo peemedebista Maciel da Padaria e por Benedito Araújo (PT) e Marcelo Cabelereiro (PT).

Em São Caetano, o grupo aliado a Auricchio – formado por PPS, PSB, PSDC, PSD, PSL, além do PSDB – garantiu oito das 19 cadeiras na Câmara, empatando com a coligação do atual prefeito Paulo Pinheiro (PMDB). Alguns nomes que engrossaram a base de Pinheiro, porém, compuseram a sustentação ao governo de Auricchio em seu último mandato à frente da prefeitura e tendem a alternar posicionamento.

Em Ribeirão Pires, a coligação de Kiko assegurou sete das 17 cadeiras do Legislativo. O grupo aliado ao segundo colocado Edinaldo de Menezes, o Dedé da Folha (PPS), conquistou cinco assentos, enquanto o grupo do atual prefeito Saulo Benevides ficou com três. Aliado ao ex-prefeito Luiz Carlos Grecco (PRB), o PTC garantiu uma vaga na Câmara.

Projeções 

Caso o prefeito de Santo André Carlos Grana (PT) consiga se reeleger no próximo dia 30, contará com o apoio na Câmara de ao menos sete parlamentares de partidos de sua coligação (PT, PMB, PDT, PCdoB, Pros, PSC, PTN, PSL, PSD, PR e PTdoB), após seu grupo aliado conquistar um terço das 21 cadeiras disponíveis. Paulinho Serra (PSDB), por sua vez, teria ao menos seis vereadores garantidos em sua base. O cenário, no entanto, ainda pode mudar, dependendo das articulações entre Paço e Legislativo.

Em São Bernardo, a coligação do deputado estadual Orlando Morando (PSDB), formada agora por dez legendas, emplacou maior número de cadeiras no Legislativo, totalizando 12 vereadores eleitos. Na terça, Morando ganhou apoio de mais uma sigla, o PCdoB, que elegeu vereador Josias João de Paz, o Gordo da Adega. O grupo aliado a Manente (PPS, PRB, PMN, DEM, PTB, PV e PPL), por sua vez, garantiu sete vagas. As demais cadeiras serão ocupadas pelo grupo que caminhou ao lado do candidato Tarcísio Secoli (PT) e que deverá atuar na oposição na próxima legislatura.

Em Diadema, o grupo do prefeito Lauro Michels (PV) assegurou dois terços das vagas na Câmara, enquanto o candidato Wagner Feitoza, o Vaguinho (PRB), emplacou apenas quatro aliados. Em Mauá, a coligação do atual prefeito Donisete Braga elegeu sete vereadores, enquanto a do candidato Átila Jacomussi (PSB) conquistou dez vagas.

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