Arte & Lazer, Roteiro

Coletivo promove oficinas para empoderar mulheres que foram vítimas de violência doméstica

No mês das mulheres, o Coletivo As Trapeiras realiza oficinas artístico-pedagógicas, espetáculos e contação de histórias, alertando sobre a violência de gênero e padrões tóxicos de comportamento, dentro e fora de relacionamentos amorosos. Foto: Divulgação
No mês das mulheres, o Coletivo As Trapeiras realiza oficinas artístico-pedagógicas, espetáculos e contação de histórias, alertando sobre a violência de gênero e padrões tóxicos de comportamento, dentro e fora de relacionamentos amorosos. Foto: Divulgação

O Coletivo As Trapeiras acaba de iniciar a temporada “Fortalecendo Mulheres”, projeto aprovado na 17ª edição do Programa para a Valorização de Iniciativas Culturais do Município de São Paulo (VAI) 2020 – Modalidade 2, que em razão da pandemia da covid-19 foi adaptado para o formato online.

O projeto prevê a realização de quinze oficinas artístico-pedagógicas para cerca de 150 (cento e cinquenta) mulheres cis ou trans, frequentadoras e/ou trabalhadoras de Centros de Referência à Mulher (CRM), Centros de Cidadania da Mulher (CCM), Centro de Defesa e Convivência da Mulher (CDCM) e vinculadas com outros espaços públicos ou autônomos que tratam de questões de gênero

Nos dias  11, 18 e 25 de março, o grupo realiza oficinas virtuais com mulheres que possuem vínculos com o Centro de Defesa e Convivência da Mulher – Casa Mariás, um espaço integrativo para mulheres vítimas de violência doméstica localizado na Zona Norte de São Paulo.

As oficinas são baseadas em “ancestralidade”, “corpo” e “social”, com atividades artístico-pedagógicas que conduzirão as participantes a olhar para o passado, reconhecer o corpo presente, potente e gerador, e então enxergar um futuro possível, ao refletir sobre estratégias de luta e libertação das mulheres.

Em encontros lúdicos que vão exercitar a consciência corporal e vocal, como também ampliar os imaginários para realizar suas próprias criações, as participantes irão refletir sobre o ciclo da violência, Lei Maria da Penha e outros temas, atuando no fortalecimento de sua autoestima, como forma de complementar o trabalho já realizado pelos Serviços Especializados de Atendimento à Mulher.

“Uma espécie de rede de apoio, inspirando a propagação do fortalecimento entre mulheres para facilitar a identificação e distanciamento de situações de abuso naturalizadas, auxiliando seus processos de empoderamento, desaguando na saída de uma possível relação abusiva”, destacam As Trapeiras.

O grupo também realizará cinco apresentações virtuais de “Tramarias: Libertando-se das Tramas”, espetáculo de Teatro-Fórum que aborda e discute a questão da violência doméstica contra a mulher e relacionamentos abusivos. No espetáculo o público é convidado a refletir através de sua própria atuação em cena, onde é possível visualizar-se como parte da questão a ser solucionada.

Haverá também o lançamento da Lojinha d’As Trapeiras, uma parceria do grupo com a artista ilustradora Helena Ariano com produtos utilitários e informativos.

As ações serão realizadas pelas artistas-educadoras do coletivo, que atuam há mais de 10 anos na temática de gênero, utilizando como ferramentas os jogos teatrais, dança, música, círculos restaurativos, psicologia social, educação menstrual, ginecologia natural, histórias de matriz africana, cultura popular, confecção de materialidades (mini-xequerê, bordados, pinturas), ideologia do branqueamento latino-americano, entre outras pesquisas que ao longo deste tempo têm sido compartilhadas e aprofundadas.

“Queremos provocar o protagonismo das mulheres presentes, que serão convidadas a ocupar seu lugar de fala na sociedade por meio da ferramenta do Teatro-fórum, ensaiando a transformação da sua realidade”, explicam as artistas-educadoras.

TEMPORADA

A temporada segue com ações nas segundas-feiras de abril, em parceria com o CDCM Casa Sofia (Zona Sul). Em Maio, a parceria é com o CDCM Casa Viviane e CDCM Casa Anastácia na Zona Leste. Nas quintas-feiras junho, o grupo atuará na Zona Central em parceria com o Centro de Referência à Mulher (CRM) Casa 25 de Março.

Nas quintas-feiras de julho, as ações serão em parceria com o CCM Casa de Parelheiros na Zona Sul, localidades escolhidas em razão de seu alto índice de vulnerabilidade social e um quadro grave de violência contra a mulher (Fonte: “Mapa da Violência Contra a Mulher”).

“Queremos incentivar a sociedade como um todo a combater esse quadro de violência de gênero”, finalizam As Trapeiras.

O coletivo As Trapeiras foi fundado por Jessica Duran, Sabrina Motta e Ivy Mari. Já contou com as artistas Carol Doro, Patrícia Silva, Marina Affarez, Cecília Botoli, e atualmente é integrado pelas artistas plurais Amabile Roberta, Ivy Mari Mikami e Verónica Galvez Collado.

Para mais informações, acesse: Site: astrapeiras.wixsite.com/as-trapeiras

Instagram: @astrapeiras

Facebook: www.facebook.com/astrapeiras

Youtube: www.youtube.com/channel/UCrDAharuzeZCtg7tazFJGHw/featured

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