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COB sonha com segundo lugar na classificação final do Pan-Americano

A pergunta de um milhão de dólares no Comitê Olímpico do Brasil (COB) é sobre quantas medalhas o país vai conquistar nos Jogos Pan-Americanos de Lima, cuja abertura ocorre na sexta-feira (26). A resposta não existe, não por mistério da entidade, mas por causa de uma especificidade do evento: só momentos antes da competição é que se tem o panorama de como estão as potências adversárias, prin­cipalmente Canadá e EUA.

“O Pan impõe dificuldade a mais para você poder prever realmente o nível da disputa e o tipo de atleta que vai encontrar. Nos Jogos Olímpicos você sabe que estará lá o melhor dos melho­res, exceto alguém que se machucou ou foi pego em algum controle de dopagem. No Pan, na realidade, só se descobre quem você vai enfrentar no Congresso Técnico”, explicou Jorge Bichara, diretor de esportes do COB.

Até por isso, Bichara não consegue precisar em quantas modalidades o Brasil vai subir ao pódio durante o Pan. Em cada uma delas, o diretor vai sentar com o chefe de equipe para conversar após a realização de cada Congresso Técnico – cada esporte tem o seu. “Aí realmente vamos definir em que nível a competição vai acontecer”, disse.

O sonho seria conquistar a segunda posição no quadro de medalhas, algo até impensável considerando-se a força do Canadá. No Pan de 1963, em São Paulo, o Brasil obteve a vice-li­derança geral, atrás apenas dos EUA. Novamente em casa, os brasileiros obtiveram a melhor classificação da história em conquistas no Pan do Rio, em 2007.

“Nos últimos quatro Jogos Pan-Americanos temos mantido sempre a posição de terceiro. Temos o potencial de fazer uma apresentação muito boa. Será a melhor da história? É difícil prever isso”, afirmou Bichara.

VACAS MAGRAS

Mais do que as vagas olímpicas em disputa, o Pan de Lima servirá ao Time Brasil como termômetro para avaliar o nível dos atletas projetando os Jogos de Tóquio, em 2020. Mesmo sem muitas estrelas dos Estados Unidos, o foco do Brasil no Peru é fazer boa campanha em tempos de vacas magras no esporte nacional.

Se no ciclo anterior havia investimento maior de patrocinadores, neste os atletas estão tendo de lidar com menos recursos em suas preparações. Muitos parceiros estatais do esporte diminuíram o investimento, e algumas empresas privadas tiraram o pé drasticamente. Isso já era esperado, afinal, em 2016 o Brasil sediaria sua primeira Olimpíada e os investimentos, de modo geral, seriam maiores. Agora, foram reduzidos.

“Isso é fato. Existiu um declínio de apoio financeiro na área privada, mas o COB tem sustentabilidade através dos recursos provenientes das loterias, e temos dado sustentação às confederações, para aquelas que por algum motivo não tenham conseguido renovar ou conquistar novos patrocínios. Nós temos tomado conta dessa ação em parceria com as confederações”, informouo presidente do COB, Paulo Wanderley.

Nessa conjuntura, os atletas têm de lidar com a nova realidade, mas a cobrança por resultados, seja das confederações ou da própria torcida, sempre é grande. Para a maioria, o Pan é o momento de atrair os holofotes pelo espaço de mídia que os atletas podem receber.

A equipe nacional terá 485 competidores em 49 modalidades. Algumas não terão participação brasileira, como o hóquei sobre grama. Os times masculinos de basquete e futebol não se classificaram, enquanto a seleção feminina de futebol também não poderá defender o título conquistado no Pan de Toronto, em 2015, por causa de um regulamento que desconsiderou o melhor time da América do Sul.

 

 

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