Política-ABC, Regional, Sua região

Claudinho assumirá presidência do Sintracom com a proposta de devolver a entidade aos trabalhadores

Cláudio Bernardo: “vamos iniciar, a partir da posse, uma campanha de sindicalização”. Foto: Reprodução/Facebook TV Sâo Bernardo
Cláudio Bernardo: “vamos iniciar, a partir da posse, uma campanha de sindicalização”. Foto: Reprodução/Facebook TV Sâo Bernardo

Nos últimos dias 18 e 19 o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção e do Mobiliário de São Bernardo e Diadema (Sintracom SBC-DMA) realizou eleições para definir a diretoria a no mandato de 2021-2026. O atual secretário-geral Cláudio Bernardo da Silva, o Claudinho – cujo mandato se encerra no próximo mês de julho -, foi eleito presidente em chapa única. O advogado, que está no Sintracom há 19 anos, afirmou ao Diário Regional que tem como meta devolver o sindicato para os trabalhadores. “O Sintracom representa uma classe, que tem o direito à voz e à vez.”

Por que chapa única e sem a presença do atual presidente na composição?

A atual diretoria em reunião e em comum acordo decidiu que não queria mais o comando do Admilson (Oliveira), e nem ele na composição da chapa. Entendeu que ele abandonou a luta dos trabalhadores ao léu, preocupando-se apenas com as questões partidárias pessoais. Diante desses fatos, acharam por bem montar a chapa sem sua participação e retomar as lutas dos trabalhadores que é o sentido deste e de qualquer sindicato existir.

Porém, o senhor ainda faz parte da atual gestão.

Correto. Porém, agora fui eleito presidente com os mesmos colegas que lutam a favor dos trabalhadores. Completamos a chapa com novos nomes representativos dessa coletividade.

Claudinho assumirá presidência do Sintracom com a proposta de devolver a entidade aos trabalhadoresQual sua principal bandeira ao assumir o comando do sindicato?

Devolver o Sintracom para os trabalhadores, a fim de que participem da entidade de forma ativa. Afinal de contas, ninguém e representante de si mesmo. O Sintracom re­presenta uma classe, que tem o direito à voz e à vez.

Vamos iniciar, a partir da posse, uma campanha de sindicalização, mostrando a importância da entidade, principalmente em um país que tolhe direitos dos trabalhadores.

Como o senhor avalia as dificuldades dos sindicatos com as medidas antisindi­cais do governo federal?

Dificuldades existem com o fim do Imposto Sindical. Esse governo não pensa nos trabalhadores e também não pensa nos que mais precisam das políticas públicas. Só pensa em dinheiro, em lucro.

Nosso trabalho é conscientizar a nossa base e da importância do Sintracom em diversas conquistas efetivadas nas convenções coletivas, que só foram efetivadas depois de muitas lutas e trabalho. Desse ponto, manter essas conquistas, significativas, não abrimos mão.

Há quanto tempo o sr. faz parte do Sintracom?

Não caí de paraquedas no sindicato. Tenho uma história de lutas e compromissos ao longo de quase duas décadas.

Quais serão as prioridades em sua gestão?

Vamos buscar parceiros para ampliar os benefícios aos nossos associados, como desconto em universidade, em escolas de idiomas e ou­tros. Dessa forma, incentivamos o aprimoramento e aperfeiçoamento ao trabalhador, agregando valor maior a experiência que ele já possui.

Como o senhor avalia a situação política do país?

Preocupante, principalmente por assistirmos a uma escalada antidemocrática e por políticas públicas que visam o achatamento salarial e a retirada, quase na mão grande, de direitos que foram caros aos trabalhadores, o que leva a um processo acelerado de empobrecimento da maioria dos trabalhadores.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*