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Cidades do interior tentam evitar implementação da fase vermelha

Algumas cidades do interior buscam alternativas para não cumprir integralmente o aumento de restrições determinado pelo Estado de São Paulo. O gover­nador João Doria (PSDB) anunciou que as 645 cidades paulistas devem ficar na fase vermelha do plano São Paulo por 14 dias a partir de hoje (6), com funcionamento apenas de serviços essenciais e restrição de circulação a partir das 20h.
A prefeitura de Franca estuda medidas judiciais para manter o município na fase laranja. A cidade esteve por um mês na fase vermelha até, nesta semana, retornar para a laranja. Segundo a assessoria, o prefeito Alexandre Ferreira (MDB) considera que o município não tem indicativos para retornar à fase vermelha e só deve cumprir a determinação do Estado se não encontrar meios judiciais de reverter a decisão.

Em Mirandópolis, a 595 km da capital, o prefeito Everton Sodario (PSL) se manifestou pelas redes sociais. “Mirandópolis não aceita lockdown, não aceita fechamento do comércio, Mirandópolis defende o direito à liberdade e ao trabalho”, escreveu no Facebook.
No Twitter, Sodario foi além e se referiu, com letras maiúsculas, ao governador como “ca­nalha”. Sodario não retornou o contato da reportagem.

A prefeitura de Ribeirão Preto, município de 711 mil habitantes que acumula 1253 óbitos incluindo nove nas últimas 24h, deve passar a cumprir a fase vermelha. A prefeitura ainda deve definir com que restrições devem funcionar academias e salões de beleza, considerados essenciais no município. Esses serviços também funcionam em Bauru, no centro-oeste, que acumula 407 óbitos por covid-19.

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