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Cidades do ABC pretendem imunizar 2,3 milhões contra a febre amarela

Primeiras doses da vacina para campanha começam a ser recebidas esta semana

Até a campanha, dose é recomendada a quem vai viajar a áreas de risco/Aline Melo especial para o DR
Até a campanha, dose é recomendada a quem vai viajar a áreas de risco/Aline Melo especial para o DR

As cidades do ABC têm como meta vacinar 2.334.029 pessoas contra a febre amarela durante a campanha que começa na próxima quinta-feira (25), o que representa 88% da população total da região. As primeiras doses, já para a campanha, começam a ser recebidas pelas cidades esta semana. A Secretaria Estadual da Saúde e o Governo do Estado de São Paulo garantem que haverá doses suficientes para todas as pessoas.
Até o momento, a indicação da vacina é para quem vai viajar a áreas consideradas de risco. A Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgou no último dia 16 que considera todo Estado de São Paulo como área de risco. No entanto, as autoridades brasileiras informaram que vão manter a estratégia de imunização, considerando apenas algumas cidades e regiões como críticas. “A OMS ampliou a orientação aos viajantes internacionais que vêm ao Estado de São Paulo. Como não há possibilidade de prever os deslocamentos internos desses viajantes, trata-se de uma medida ampliada de cautela”, informou o Ministério da Saúde.
A Secretaria de Estado da Saúde não divulgou quantas doses cada cidade do ABC vai receber, apenas os números da população-alvo. São Bernardo já informou que vai receber 800 mil doses; Diadema, 400 mil. Santo André e Ribeirão Pires divulgaram apenas números parciais: as cidades vão receber 150 mil e 57 mil doses, respectivamente, nesta semana. O restante será enviado ao longo do período de campanha, cuja previsão de encerramento é em 17 de fevereiro.
Entre os dias 25 deste mês e 17 de fevereiro haverá ao menos dois “Dias D”, os sábados 3 e 17 de fevereiro, quando todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) das cidades estarão abertas para a imunização. Em São Bernardo, o dia 4 também será um “Dia D”. Nos outros dias da semana, as UBSs vão vacinar todas as pessoas no seu horário normal de funcionamento, junto com os outros procedimentos de rotina.

Área de risco
As prefeituras e os prefeitos têm utilizado as redes sociais para lembrar a população que o ABC não é considerado área de risco, não tem nenhum caso confirmado da doença até o momento (um óbito ocorrido em Santo André dia 14, no Hospital Bartira, está sendo investigado) e que o ideal é esperar o início da campanha para ser vacinado.
A campanha será realizada com dose fracionada da vacina, conforme diretriz do Ministério da Saúde. O frasco convencionalmente utilizado na rede pública poderá ser subdividido em até cinco partes, sendo aplicado assim 0,1 mL da vacina. Estudos evidenciam que a vacina fracionada tem eficácia comprovada de pelo menos oito anos. Estudos em andamento continuarão a avaliar a proteção posterior a esse período. As carteiras de vacinação terão um selo especial para informar que a dose aplicada foi a fracionada.
Deverão consultar o médico sobre a necessidade da vacina os portadores de HIV positivo, pacientes com tratamento quimioterápico concluído, transplantados, hemofílicos ou pessoas com doenças do sangue e de doença falciforme. Não há indicação de imunização para grávidas que morem em locais sem recomendação para vacina, mulheres amamentando crianças com até 6 meses e imunodeprimidos, como pacientes em tratamento quimioterápico, radioterápico ou com corticoides em doses elevadas (como por exemplo Lúpus e Artrite Reumatoide). Em caso de dúvida, é fundamental consultar o médico.

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