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Cidade de SP libera aula presencial só no ensino médio a partir de 3 de novembro

A Prefeitura de São Paulo autorizou as escolas públicas e particulares a voltarem com aulas presenciais só para o ensino médio. Até agora, o prefeito Bruno Covas (PSDB) só havia permitido a abertura na capital de escolas para atividades extracurriculares, como esportes, acolhimento e idiomas. A mudança vale a partir do dia 3 de novembro e foi adiantada pelo Estadão. O anúncio foi feito ontem.

O restante das séries, do ensino infantil e fundamental, continuam com apenas atividades extracurriculares, como de idiomas e esportes, e 20% dos alunos por dia. Já no ensino médio, não haverá limite de porcentagem de alunos para volta às aulas. “O critério será o distanciamento de 1,5 metro em sala de aula, então será necessário dividir turmas”, disse o secretário municipal de Educação, Bruno Caetano

A prefeitura só tem nove escolas de ensino médio e pretende abrir todas obrigatoriamente. Para atividades extracurriculares, continua sendo voluntário. “Vamos chamar para voltar apenas os professores que já estão imunizados”, disse o prefeito Bruno Covas (PSDB). Isso será verificado por censo sorológico, iniciado neste mês com professores e alunos da rede municipal, que mostrou que 13,2% deles já têm anticorpos para o coronavírus Segundo Caetano, se não houver docentes suficientes com teste positivo nessas escolas, serão chamados outros, do fundamental 2

Cada colégio particular decide se retorna no dia 3. Na rede estadual, a Secretaria da Educação disse que o retorno vai ser definido em cada comunidade escolar. Os alunos não são obrigados a ir – cada um decide se vai à aula presencial.

“Diante dos resultados, entende-se que não é oportuna a volta integral dos escolares”, disse o secretário municipal de Saúde, Edson Aparecido, após mostrar dados de abertura na Europa que demonstram alta de casos. Não há, porém, confirmação de que esse crescimento está diretamente ligado à abertura de escolas. “Essa faixa de idade do ensino médio já está em circulação na cidade, então não teria tanto impacto na transmissibilidade de casos no município”, completou. Na rede municipal haverá ainda estímulo para que os alunos do 9º ano tenham reforço escolar.

Novas recomendações da Prefeitura para dezembro, segundo Covas, serão divulgadas somente em 19 de novembro, após o 1º turno das eleições. “Faço uma recomendação para jovens do ensino médio, para aqueles que moram em casas que têm alguém com mais de 60 anos de idade, possam permanecer no ensino a distância, mas essa é uma decisão que caberá aos pais”, disse o prefeito.

Desde 7 de outubro, escolas públicas e privadas da capital já vêm oferecendo atividades extracurriculares para 20% dos alunos, por dia. Segundo estimativa do sindicato das escolas, 80% delas reabriram. Como o retorno era voluntário, só 15 escolas municipais e cerca de 300 estaduais da cidade voltaram.

A nova abertura vai afetar mais as escolas particulares e estaduais. Diretores da rede privada tinham expectativa de que a prefeitura poderia flexibilizar mais a volta na educação e permitiria aulas para todos as séries. Também esperavam que fosse aumentada a porcentagem de alunos que pudessem frequentar as escolas presencialmente. O sindicato criticou.

Segundo o Estadão apurou, a área da Saúde da gestão Covas tem se posicionado contra uma maior abertura das escolas por receio da contaminação, enquanto a Educação busca a volta às aulas para diminuir prejuízos de aprendizagem e emocionais dos alunos. Há ainda a preocupação com as eleições, já que pesquisas mostram que 8 em cada 10 paulistanos se dizem contra as aulas presenciais. Covas é candidato à reeleição.

A não abertura total para aulas surpreende também porque São Paulo já está na fase verde (a 2ª menos restritiva do programa paulista de flexibilização da quarentena) desde o começo de outubro. Pelo plano, após 14 dias nessa fase, 70% dos alunos já poderiam estar na escola. As cidades podem ser mais restritivas. Covas, porém, já liberou cinemas e eventos culturais.

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