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Chiquinho do Zaíra pede CPI e confirma que é oposição em Mauá

Chiquinho pede CPI e confirma que é oposição
Chiquinho: “Se é para ser oposição, já estou pegando minha mudança”. Foto: Divulgação/CMM

Após ter cinco requerimentos rejeitados em ação orquestrada pelo governo na semana passada, o vereador de Mauá Francisco Esmeraldo Carneiro, o Chiquinho do Zaíra (Avante), apresentou na sessão de ontem (27) pedido de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os gastos da administração com a decoração de Natal do ano passado. O gesto foi apenas simbólico, já que Chiquinho não conseguiu o número necessário de assinaturas para instauração da comissão – apenas Marcelo de Oliveira (PT) apoiou a iniciativa – , mas serviu para marcar sua ida oficial para a oposição ao governo do prefeito Atila Jacomussi (PSB).

Para o parlamentar, a atitude do governo em orientar a derrubada de seus requerimentos na sessão passada foi um verdadeiro convite para que se posicionasse com relação à administração. “O jeito que (o governo) estão fazendo, na realidade, estão querendo que eu vá para oposição mesmo. Porém, não tem problema nenhum não. Se é para ser oposição, já estou pegando minha mudança”, declarou. Chiquinho do Zaí­ra destacou que fala apenas por si e não pelos outros vereadores da bancada, Adelto Cachorrão e Osvanir Carlos Stela, o Ivan.

Na ocasião em que os vereadores da base rejeitaram os cinco requerimentos de Chiquinho, o líder de governo, Fernando Rubinelli (PDT), negou que a ação fosse orquestrada. O secretário de Governo, João Gaspar, no entanto, destacou que a situação era boa para delimitar as posições de forma mais clara.

“Estou apenas pedindo informações. Fui eleito pelo voto direto do povo, não posso me omitir. Recebi uma denúncia de que poderia haver irregularidades com os enfeites de Natal e tenho que apurar. O primeiro passo é esse, pedir informações por requerimento”, justificou.

Sem os votos para a instalação da CPI, Chiquinho vai colocar para votação na próxima sessão requerimento para criação de uma Comissão Especial de Acompanhamento, sobre o mesmo tema. O requerimento será votado em plenário. Para a CPI, são necessárias assinaturas de um terço do total de vereadores.

Falta de assinaturas

Presidente da Câmara, o vereador Admir Jacomussi (PRP) explicou que o pedido de CPI não pode ser aceito pela falta das assinaturas, mas contemporizou o embate com o governo. “Não acredito que isso (pedido de CPI) signifique que (Chiquinho do Zaíra) tende para a oposição. Também não acredito que a recusa dos requerimentos tenha sido orquestrado pelo governo”, pontuou. “Gostaria de ver o Chiquinho na base e acredito que o governo vai ter habilidade para contornar isso”, afirmou, destacando que o parlamentar sempre se declarou independente na atual legislatura. “Sempre usou bom senso e acredito que vai continuar usando nas votações”, concluiu.

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