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Chile inicia defesa de títulos com goleada sobre o Japão

Chile inicia defesa de títulos com goleada sobre o Japão
Pulgar comemora a marcação do gol que abriu a goleada chilena no Morumbi. Foto: Carlos Parra/ANFP

O Chile começou a defen­der o bicampeonato da Copa América com goleada por 4 a 0 sobre o Japão, ontem (17), no Morumbi. Para a alegria de sua empolgada torcida, maioria entre os 23.253 pagantes nas arquibancadas do estádio, os chi­lenos mostraram bom futebol, sobretudo no segundo tempo, e igualaram-se ao Uruguai na liderança do Grupo C.

Pela segunda rodada, o Ja­pão volta a jogar na quinta-feira contra o Uruguai, na Arena Grêmio, em Porto Alegre. O Chile enfrenta na sexta o Equador, em jogo marcado para a Arena Fonte Nova, em Salvador.

Japão e Chile fizeram um primeiro tempo que teve fases de pura correria e alguns momentos de pelada, com chutões, trombadas e erros grosseiros. Também teve momentos em que as duas seleções tentavam criar jogadas, com trocas de pas­ses como recurso para envolver a marcação adversária. Os erros, porém, eram muitos e impossibilitavam a conclusão dos lances.

Os japoneses tentavam por vezes jogadas em velocidade, sobretudo pelo lado esquerdo, onde Nakajima envolvia Isla com alguma facilidade. Kubo também confirmou ser bom jogador, com lances de habilidade, como quando se livrou de Pulgar colocando a bola entre suas pernas.

O Chile era mais vertical e buscava jogadas longas para Sanchez e Vargas, mas ambos perderam boas chances de contra-ataque na parte inicial.

Os primeiros 30 minutos foram equilibrados. O Japão teve a primeira boa chance aos 5 minutos, mas Kubo – contratado para o Real Madrid B – cobrou por cima do gol falta sofrida por Ueda. O Chile chegou com perigo aos 13, mas Vargas chutou por cima do gol japonês. Aos 27, o atacante chi­leno cabeceou fraco e facilitou a defesa de Osako.

A partir dos 30 minutos, porém, o jogo mudou. O Chile passou a jogar no campo dos asiáticos e não permitiu que respirassem. Com isso, as chances de gol começaram aparecer. Sanchez perdeu duas delas seguidas na altura dos 34 minutos. Primeiro, chutou por cima do gol, da entrada na área. Na saída de bola, os japoneses erraram e o atacante bateu rente à trave, à direita do goleiro.

Aránguiz ainda perdeu boa oportunidade antes do gol de Pulgar, aos 40 minutos. Após cobrança de escanteio, o meio-campista subiu mais alto que Nakayama e fez para o Chile.

Mesmo dominado, o Japão ainda teve uma chance de ouro para empatar no final da etapa: Shibasaki recuperou a bola e lançou Ueda, que driblou o goleiro Arias, mas chutou para fora.

O Chile praticamente acabou com qualquer possibilidade de reação do Japão aos 8 minutos da etapa final. Isla recebeu de Vargas na direita, na lateral da área, e devolveu para o atacante bater de primeira. A bola desviou na zaga e enganou Osako.

Os japoneses tiveram uma chance com Ueda pouco depois, mas era o Chile quem estava confortável na partida. Mesmo assim, os chilenos levaram um grande susto aos 18 minutos, quando Kubo driblou dois defensores e entrou na área em velocidade, mas chutou torto.

O Chile diminuiu o ritmo, passou a tocar a bola sua animada torcida começou a gritar “olé” com 20 minutos de partida. Esse desinteresse chileno deu ânimo ao Japão, que passou a lutar ainda mais para recuperar bolas e tentar surpreender em velocidade. Quase conseguiu aos 21 minutos, mas Ueda chegou atrasado após cruzamento.

O Japão continuou marte­lando enquanto o Chile procurava apenas fazer o tempo passar. Se o Japão se esforçava, a maior qualidade técnica e também a experiência era do Chile, que chegou a goleada em dois lan­ces seguidos. Aos 36, Aránguiz fez belo lance na área e cruzou para Alexis Sánchez marcar de cabeça; aos 37, numa trama em velocidade, Vargas foi lançado em profundidade e só precisou dar leve toque na saída de Osako para fazer 4 a 0.

 

JAPÃO 0 X 4 CHILE

Gols: Pulgar, aos 40 do 1º tempo. Vargas, aos 8; Sánchez, aos 36; e Vargas, aos 37 da 2ª etapa. Ár­bi­tro: Mario Díaz de Vivar (Paraguai). Estádio: Morumbi, em São Paulo, ontem.

JAPÃO
Osako; Tomiyasu, Ueda e Nakayama; Shibasaki, Hara, Sugioka e Kubo; Maeda (Miyoshi), Ueda (Okazaki) e Nakajima (Hiroki). Técnico: Hajime Moriyasu.

CHILE
Arias; Isla, Gary Medel, Maripán e Beausejour; Pulgar, Aránguiz e Vidal (Hernández); Fuenzalida (Opazo), Alexis Sánchez (Junior Fernandes) e Vargas. Técnico: Reinaldo Rueda.

 

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