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Chegadas do novo Q5 e do inédito Q5 Sportback embalam estratégia da Audi no Brasil

Chegadas do novo Q5 e do inédito Q5 Sportback embalam estratégia da Audi no Brasil
Atualização do desenho frontal (esq.) e apresentação da versão Sportback, dotada de carroceria em estilo cupê (dir.), são as principais novidades da família Q5. Foto: Divulgação/Audi

LUIZ HUMBERTO MONTEIRO PEREIRA
AutoMotrix

A demanda por utilitários es­portivos não para de crescer, e a Audi é uma das marcas que mais parecem ter entendido o recado dos consumidores. Atualmente, no Brasil, dois a cada três veículos vendidos pela marca das quatro argolas são SUVs. O último a chegar foi o renovado Q5, mo­delo intermediário no portfólio da em­presa. Depois da apresentação mundial, no final do ano passado, o Q5 reestilizado de­sem­­barcou nas concessionárias brasileiras em junho, importado do México.

Além da atualização do desenho frontal em relação ao da segunda geração do modelo, apre­sentada em 2017, e de novas tec­nologias, a principal novi­dade é o inédito Q5 Sportback, versão com carroceria esportiva em estilo cu­pê, design que está globalmente em alta e é adotado em vários lan­çamentos da Audi e de outras marcas.

Na renovação da parte frontal do Q5, os designers buscaram enfatizar a relação estética entre os SUVs da Audi – todos remetem ao visual vigoroso apresentado pelo Q8, em 2018. A grade do Q5 assumiu o formato octogonal e agora está mais larga, e as entradas de ar laterais cresceram e ga­nharam formatos trapezoidais. No Q5 Sportback, a grade rece­be padronagem diferenciada e os faróis LED Matrix são de série.

No perfil, Q5 e Q5 Sportback são iguais até a coluna central, incluindo as portas dianteiras, comuns aos dois. A partir delas, a linha de teto no Sportback inicia o caimento para a traseira que remete aos cupês. Além do vidro traseiro menor do Sportback, os modelos têm para-choques traseiros diferentes. O SUV ostenta duas saídas de escape falsas nas extremidades e, na carroceria em estilo cupê, não há escapamento aparente. No que se refere a dimensões externas, as diferenças entre as duas configurações de carroceria são imperceptí­veis: o Sportback é 2 mm mais baixo e 7 mm mais longo.

No interior de ambas as configurações, a tela central conta com o novo display MMI com tela de alta resolução medindo 10,1 polegadas, agora sensível ao to­que, que funciona como ponto focal do painel de instrumentos e está ligeiramente inclinado em direção ao motorista. Com o novo multimídia, o antigo controle giratório no console do túnel central dá lugar a um espaço de armazenamento de objetos próximo à manopla do câmbio. O modelo conta ainda com carregador de smartphone por indução. Posicionado logo atrás do volante multifuncional, o Audi Virtual Cockpit Plus de 12,3 polegadas oferece três modos de apresentações diferentes.

Como opcional tanto no SUV quanto no Sportback, os conjuntos ópticos podem incorporar a tecnologia de iluminação OLED de última geração. OLEDs são diodos emissores de luz extremamente eficientes que geram iluminação detalhada. Di­ferentemente dos LEDs conven­cionais, consistem em um material orgânico e pastoso no qual as moléculas emitem fótons ao receber tensão elétrica. Por esse processo, a superfície é iluminada. Os OLEDs são divididos em vários segmentos comutáveis com um arranjo tridimensional, que possibilitam outros desenhos de luz. Três assinaturas de luz traseira estão disponíveis no Q5 e no Q5 Sportback. Ao mudar o modo de seleção do Drive Select para Dynamic, as luzes mudam pa­ra uma assinatura esportiva.

Outra tecnologia presente no Q5 e no Q5 Sportback é o controle de cruzeiro adaptativo com aviso de saída de faixa. O sistema auxilia o motorista a manter a velocidade ou a distância do veículo à frente. Quando o outro é reco­nhecido, a tecnologia pode tanto acelerar como frear. Já o aviso de saída de faixa ajuda o motorista a evitar uma troca não intencional. Se o sistema estiver ativo e as faixas de rolagem, reconhecidas, e o motorista não tiver acionado a luz de indicação de direção ao mudar de faixa, a tecnologia devolve o carro à faixa de rolagem correta, acionando o volante na direção contrária. Também é possível ativar apenas a vibração do volante quando ocorrer mudança de faixa não sinalizada.

O motor 2.0 TFSI foi mantido na renovada linha Q5 e entrega 249 cavalos de potência e 37,7 kgfm de torque. A transmissão também permanece sendo a S-Tronic de dupla embreagem e se­te velocidades. Segundo a Audi, os novos Q5 e Q5 Sportback têm velocidade máxima de 237 km/h e aceleram de zero a 100 km/h em 6,3 segundos.

Os modelos contam com sis­tema de assistência elétrica composto por bateria de íons de lítio e alternador de correia (BAS) em um sistema elétrico primário de 12 volts, que desliga o motor em velocidades de cruzeiro e ajuda a reduzir emissões e consumo.

A tração Quattro com tecnologia Ultra, de série em todas as versões, direciona o torque exclusivamente para as rodas dianteiras em condições normais de condução. No momento em que a tração nas quatro rodas é necessária, duas embreagens ativam instantaneamente o ei­xo traseiro. Direção, transmis­são e gestão do motor estão in­tegradas no Drive Select, que oferece seis modos de direção.

O Q5 é oferecido nas ver­sões Prestige (R$ 309.990), S-Line (R$ 344.990) e S-Line Black (R$ 370.990). A confi­gu­ração Q5 Sportback, por sua vez, é co­mer­cializada nas versões S-Line (R$ 369.990) e S-Line Black (R$ 395.990).

Para quem pretende inves­tir mais, é possível acrescentar pin­tura metálica, perolizada ou sólida especial (R$ 2.200), Head-Up Display (R$ 7.500), som Bang&Olufsen (R$ 8 mil), lan­ternas em OLED selecioná­veis (R$ 7 mil), estribos (R$ 7.700) e pacote carbono (R$ 12 mil).

Relação amistosa

O teste de apresentação do Q5 e do Q5 Sportback foi feito em trajeto de aproximadamente 550 km entre a Capital paulista e Poços de Caldas, no Sul de Minas Gerais, ida e volta. O percurso alternou trechos urbanos, rodovias bem pavimentadas e até uns poucos pisos de terra.

Nos vários tipos de terreno, a atuação da tradicional tração integral Quattro da Audi – que, em sua mais recente evolução, recebe a denominação de Quattro Ultra – é de série em todas as versões e tem funcionamento admirável. O sistema transmite até 70% da força para o eixo traseiro e gerencia a tração de forma inteligente. No modo Off-Road, o sistema possibilita encarar caminhos mais maltratados sem vacilações.

O conhecido motor 2.0 tur­­bo entrega 249 cavalos e dis­po­nibiliza seus 37,7 kgfm de tor­que já a 1.600 rpm. O câmbio automatizado S-Tronic de sete marchas com dupla embreagem é rápido e eficiente e aproveita bem a faixa de torque. A direção elétrica é comunicativa e progressiva, e a suspensão independente nas quatro rodas esbanja eficiência na tarefa de isolar ruídos e irregularidades do terreno. Em curvas rápidas, a rolagem da carroceria é sutil, o que reforça a sensação de segurança.

Q5 e Q5 Sportback compartilham a plataforma MLB do sedã A4 e do cupê de quatro portas A5 Sportback, com suspensão mais elevada. Em termos de comportamento dinâmico, não foi possível notar no teste quaisquer diferenças entre as configurações SUV e Sportback do Q5. Não há diferenças mecânicas ou suspensivas e o comportamento de ambos parece igual, com respostas ao acelerador satisfatórias. Nas versões top de linha, justamente as que foram as avaliadas, Q5 e Q5 Sportback incorporam tecnologias autô­nomas de assistência ao moto­rista, como piloto automático adaptativo, assistente de faixas e frenagem de emergência automática. Na prática, todas se revelam bastante efetivas.

A BORDO

Internamente, o Audi Q5 sempre foi um SUV estiloso e bem resolvido em termos de ergonomia. Felizmente, essas características foram preserva­das. O acabamento privilegia materiais suaves ao toque, e o design interno é sóbrio. Como a tela do multimídia tornou-se touschscreen, o modelo deixou de trazer o anacrônico comando giratório no console que ficava em frente à alavanca do câmbio – abriu mais um espaço para guardar objetos.

Abaixo do apoio de braços central, foi instalado um carregador por indução para smartphones. Os gráficos são minimalistas e a estrutura do menu é intuitiva e similar à adotada em toda a linha de veículos da marca.

No banco traseiro, embora os passageiros disponham de saída de ar-condicionado com regulagem independente e generoso espaço para as pernas, proporcionado pelo amplo entre-eixos de 2,82 metros, o túnel central alto não recomenda a presença de eventual quinto ocupante.
Na comparação entre o interior do Q5 e do Q5 Sportback, a nova carroceria não interfere no conforto de quem vai no banco de trás.

Segundo a Audi, a distância do banco ao teto diminuiu apenas 16 mm no Sportback – é impossível perceber a diferença. Em termos de porta-malas, a diferença entre as duas carrocerias é de apenas dez litros. Conforme a Audi, o SUV leva 520 litros e o Sportback, 510.

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