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Centrais promovem atos pelo país contra reformas

Em São Paulo, protesto reuniu duas mil pessoas no Centro. Foto:  Rovena Rosa/ABrAs centrais sindicais promoveram ontem (25) atos e manifestações em São Paulo e em outros sete Estados, de acordo com levantamento divulgado pela Força Sindical.

As entidades criticam projetos do governo em tramitação no Congresso, como a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55, que restringe os gastos públicos pelos próximos 20 anos. Também protestam contra possíveis mudanças nas legislações trabalhista e previdenciária, defendidas pe­lo presidente Michel Temer.

Na Capital paulista, os dirigentes realizaram ato em frente ao prédio do Instituto Nacional da Seguridade Social (INSS), reunindo duas mil pessoas. Participaram representantes das centrais Força Sindical, CUT, CTB, UGT, CGTB, Conlutas, Nova Central e Intersindical.

O secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, disse que a reforma da Previdência não pode prejudicar os aposentados. “As centrais não são contra a reforma da Previdência, pois acham que é importante para acabar com privilégios. Não existe uma Previdência universal no Brasil. Tem previdência para o setor urbano, público, para os militares, os políticos, pessoal da Justiça. Queremos uma previdência unitária”, disse Juruna.

Para o presidente estadual da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NSCT), Luís Gonçalves, direitos trabalhistas têm de ser preservados. O dirigente critica a terceirização das atividades-fim e diz que é contrário à proposta de que acordos coletivos prevaleçam sobre direitos consagrados na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

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