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Centrais definem calendário de mobilizações contra reformas

Representantes das centrais se reuniram ontem na sede da CUT, em São Paulo. Foto: Roberto Parizotti/CUTAs centrais sindicais que organizaram a greve geral na sexta-feira (28) definiram calendário de ações em Brasília contra as reformas trabalhista e da Previdência. Caso os projetos avancem, uma nova greve geral será discutida.

O plano é visitar deputados e senadores entre os dias 8 e 12 deste mês para convencê-los a rejeitar as propostas e, entre os dias 15 e 19, fazer manifestações contra as votações. Uma grande marcha com destino ao Congresso, ainda sem data definida, deve acontecer na semana do dia 15.

As decisões foram tomadas ontem (4) em reunião na sede da Central Única dos Trabalhadores (CUT)  com a participação das nove centrais sindicais. “Há a possibilidade de greve geral maior que a do dia 28 se as ações não gerarem frutos”, afirmou o presidente da CUT, Vagner Freitas, após o encontro.

A Frente Brasil Popular e a Frente Povo Sem Medo, que organizaram protesto em São Paulo contra a reforma no dia da greve geral, também estiveram na reunião.

As entidades também fizeram um balanço positivo do movimento no dia 28 de abril. “Estamos em outro patamar para a retirada das propostas”, disse Freitas. “No Senado, o ambiente está diferente, acredito que a votação da reforma será feita de outra forma”, afirmou Ricardo Patah, presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT).

As paralisações a protestos atingiram ao menos 130 cidades no país.

Militantes soltos

Ontem, um desembargador da 16ª Câmara do Tribunal de Justiça de São Paulo aceitou um habeas corpus para a soltura de três militantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) que haviam sido detidos na greve geral. Eles serão liberados hoje.

“Argumentamos a absurda falta de fundamentação dessa prisão. Não tem prova contra eles, estavam sendo mantidos com base em um argumento de manutenção da ordem pública”, disse Guilherme Boulos, do MTST.

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