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Ceni fala em ‘relação eterna’ com São Paulo e diz que manteria Crespo no comando

Ceni fala em 'relação eterna' com São Paulo e diz que manteria Crespo no comando
Ceni: “Minha relação com o São Paulo é eterna, de alguém que deixou a vida toda aqui, durante 1.237 jogos”. Foto: Rubens Chiri/SPFC

A primeira entrevista coletiva de Rogério Ceni em sua segunda passagem como técnico do São Paulo foi muito além do empate por 1 a 1 com o Ceará, que manteve o time empacado no Brasileirão. Para além de sua avaliação do desempenho dos atletas diante dos cearenses, o treinador falou sobre sua idolatria; o fato de a Torcida Independente, principal organizada do clube, não ter cantado seu nome no estádio; a saída Hernán Crespo e projeções para a próxima temporada.

Ceni confirmou que não tinha intenção de trabalhar mais neste ano depois de ter sido demitido em julho do Flamengo e que só aceitou o convite porque veio do São Paulo, clube do qual é ídolo. O técnico disse que não queria “deixar a oportunidade passar” e enalteceu Crespo. Se fosse dirigente, o técnico teria mantido o argentino no comando são-paulino.

“Crespo é um cara fantástico. Repito: eu ficaria com o Crespo até o final do ano e depois faria uma análise. É um cara de caráter fora da série, que conquistou um título. Não o conheço pessoalmente, mas pelo que pude ver é uma pessoa ótima. É melhor que eu para estar aqui dando entrevista. Trata a todos com educação”, opinou.

Ceni disse que lamenta, mas respeita a decisão da Independente de evitar gritar seu nome antes do duelo com o Ceará em razão de uma entrevista em que o treinador disse que era “especial e diferente” trabalhar no Flamengo. Frisou ainda que se sentiu bem recebido pelos torcedores em seu retorno ao Morumbi.

“Minha relação com o São Paulo é eterna, e eu respeito (a posição da torcida). Eu, durante 25 anos, deixei minha vida aqui dentro. Se, mesmo assim, ainda pode haver pessoas descontentes, eu lamento. Se o torcedor gritar ou não vou estar próximo e sempre o respeitarei, porque foram os torcedores que me sustentaram durante esse tempo todo”, salientou.

“O São Paulo é minha casa. Tenho carinho pela torcida, Independente, Dragões, todos. Minha relação com o São Paulo é eterna, de alguém que deixou a vida toda aqui, durante 1.237 jogos, tantas conquistas. Fui muito bem tratado por todos os torcedores que encontrei. Não imaginaria que fosse diferente”, acrescentou.

Em seus primeiros movimentos, Ceni escalou dois jogadores que vinham sendo preteridos por Crespo: Orejuela e Benítez. O argentino estava descontente e seu empresário chegou a dizer que não ficaria no São Paulo caso continuasse a não ser aproveitado.

As escolhas, segundo o comandante, foram técnicas. “Eu não escalo o time baseado em notícias, informações e opiniões externas. O Orejuela trabalhou comigo no Cruzeiro e eu o conheço muito bem. Benítez é um jogador diferenciado, sofre com a parte física, mas se dedicou muito no jogo de hoje. Meu trabalho é baseado no campo e no que o atleta produz”, explicou.

O São Paulo empacou na classificação com o sexto empate seguido e permanece no 13º lugar, com 31 pontos. O clássico com o Corinthians, segunda-feira, às 20h, no Morumbi, será a próxima oportunidade de dar fim à sequência de tropeços no nacional.

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