Brasileirão, Esportes

Ceni e Cuca usam clássico para implementar estratégias

Defesa é fonte de problemas para Ceni, enquanto Cuca sofre com má fase de seu centroavante. Foto: Marcello Fim/Raw Image/Folhapress e Newton Menezes/Futura Press/FolhapressRogério Ceni e Cuca se encontrarão pela primeira vez como treinadores hoje (27), no Morumbi, no clássico entre São Paulo e Palmeiras, pelo Brasileirão.

O jogo é importante para ambos, que buscam encaixar o modelo de jogo de suas equipes e querem tranquilidade para a sequência de partidas. Ambos os treinadores ainda tentam fazer com que os jogadores assimilem suas ideias: no caso do são-paulino, o processo se arrasta há três meses; no do palmeirense, há apenas quatro jogos.

O setor defensivo do São Paulo é a principal fonte de lamentação para Ceni. Em 26 jogos no ano, a equipe não foi vazada em apenas seis e sofreu 32 gols ao todo.

Os jogadores de defesa ainda sofrem para compensar na zaga o ímpeto ofensivo da equipe montada por Ceni.
Reserva contra o Avaí, o zagueiro Maicon retorna ao time no lugar de Lugano, que ficará no banco de reservas. Assim, formará a dupla na defesa com Rodrigo Caio.

Se o ataque do São Paulo deu ares promissores em alguns momentos, atualmente também tem decepcionado.
Como o peruano Cueva atravessa fase ruim, a equipe tem deixado claro que depende de seu talento para funcionar.

Desde que sofreu lesão muscular na coxa esquerda em março, o peruano não conseguiu apresentar o mesmo futebol dos primeiros meses. Após ficar 19 dias afastado dos gramados, o meia-atacante disputou seis partidas e em cinco foi substituído.

O homem de segurança de Ceni é o argentino Lucas Pratto – que, desde que chegou, já tem oito gols em quinze jogos.

Pratto só não está no Palmeiras porque o Atlético-MG não quis liberá-lo para um possível adversário na Libertadores. O alviverde, então, buscou Borja por R$ 30 milhões.

O colombiano virou uma das principais dores de cabeça de Cuca. No esquema tático que fez o time campeão brasileiro em 2016, o técnico coloca bastante responsabilidade no jogador mais centralizado do ataque. Borja tem repetido atuações ruins e tem começado a sofrer com a pressão de torcedores.

Na defesa, o time ainda tem dificuldades em adotar a marcação individual, já que antes, com Eduardo Baptista, fazia por zona. “Precisa melhorar na defesa, na compactação e na bola parada. Se a gente se der por satisfeito vai acabar se enganando e isso é perigoso”, disse Prass.

Reencontro

Em 2004, Cuca e Rogério Ceni se desentenderam na passagem do treinador pelo São Paulo. O preparador físico Omar Feitosa – hoje no Palmeiras – discutiu com o então goleiro durante atividade, e o treinador tomou as dores do auxiliar. Depois, em 2013, o técnico disse que o preparador estava errado.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*