Economia

Catorze países ainda mantêm suspensão total à carne brasileira

Operação da PF levou à investigação de 21 frigoríficos brasileiros. Foto: Ronny Santos/FolhapressO Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) atualizou na noite de ontem(29) a situação dos mercados importadores de carne brasileira impactados pela Operação Carne Fraca, da Polícia Federal. Após Hong Kong rever na terça (28) o embago total ao produto brasileiro, limitando a restrição aos 21 frigoríficos alvos de investigação, 14 países ainda mantêm a suspensão das importações.

Segundo o ministério, Argélia, Qatar, México; Bahamas, São Vicente e Granadinas Marrocos e Zimbábue mantêm suspensão temporária a todas as carnes brasileiras. Já Jamaica, Trinidad e Tobago, Panamá, Granada, São Cristóvão e Névis, Santa Lúcia e Belize seguem sem comprar carne processada.

Japão, Suíça, Vietnã e os paí­ses da União Europeia seguem sem comprar carne apenas dos 21 frigoríficos alvos da Carne Fraca. África do Sul e Emirados Árabes mantêm restrições a seis frigoríficos; Arábia Saudita e Bahrein a quatro e Canadá e Peru a dois.

Além do Irã, que voltou a importar carne brasileira ontem e Hong Kong, que mudou de posição na terça, China, Chile, Egito, Coreia do Sul e Barbados reabriram os seus mercados aos produtos brasileiros.
Ainda de acordo com o governo, Estados Unidos, Malásia, Argetina e Benin reforçaram o controle das autoridades sanitárias aos produtos brasileiros, e Israel e Rússia pediram informações sobre as investigações e as condições sanitárias dos produtos brasileiros.

Medidas rigorosas

O comissário da União Europeia para Saúde e Segurança Alimentar, Vytenis Andriukaitis, disse nesta quarta-feira (29) que a União Europeia estuda medidas mais rigorosas para a importação da carne brasileira.

Segundo Andriukaitis, a União Europeia solicitou esclarecimentos ao Ministério da Agricultura e deve receber respostas até esta sexta-feira. Em seguida, planeja enviar uma auditoria ao Brasil.

“A decisão de introduzir medidas mais rigorosas está em estudo. Estamos fortalecendo as verificações documentais e físicas, e sugerimos aos países-membros que verifiquem cada produto que entrar em seus territórios”, disse.

O comissário afirmou que o escândalo relevado na Operação Carne Fraca mostra a importância de restaurar a “confiança dos sistemas de controle”. Defendeu a adoção de um sistema de controle “oficial e independente”, com respostas imediatas diante de situações de crise. (Agências)

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