Brasileirão, Esportes

Cássio admite falhas da equipe, mas demonstra otimismo: ‘Vamos subir na tabela’

Cássio demonstrou otimismo com o futuro do Corinthians no Campeonato Brasileiro, apesar da proximidade da zona de rebaixamento e dos maus resultados obtidos nos últimos jogos. Em entrevista, concedida nesta terça-feira (6), o goleiro afirmou já ter passado fases piores e confia na reação do time.

“Nossa posição não é legal, mas vivemos algo parecido no Paulistão. Não vínhamos bem, mas conseguimos reagir e chegamos na final. Estávamos em uma posição ruim e conseguimos dar a volta por cima”, disse o jogador, que está no clube desde 2012. “Concordo que temos cometido erros que não costumamos cometer, todos nós. Eu me incluo nisso também, mas vamos evoluir, subir na tabela, em busca das vitórias.”

Segundo Cássio, a inexistência da torcida nos jogos em casa é um fator que não pode ser desprezado. O goleiro afirmou que vivenciou vários jogos nos quais o Corinthians se superou por causa do apoio que veio das arquibancadas lotadas da Neo Química Arena.

“Nossa torcida, pelo tamanho e força, não que seja desculpa, mas empurra muito. Já participei de vários momentos em que não estava bom e a torcida começou a empurrar e nos ajudou a buscar o resultado, a virar um jogo. Vi meninos entrarem e se incendiarem. Hoje jogamos em um campo neutro, o fator casa fica de lado. É preciso ter maior concentração”, disse Cássio, no mesmo dia em que a torcida realizou protesto e seu nome foi lembrado e cobrado.

O goleiro acredita que, se o estádio em Itaquera estivesse com 40 mil pessoas, o time poderia ter vencido Fortaleza, Botafogo e Atlético-GO, deixando de perder seis pontos em casa. Porém, não tira a responsabilidade do elenco pelos resultados ruins em casa. “Se um time almeja chegar lá na frente não pode oscilar em casa. Se pegar os pontos que precisaríamos ter feito em casa, estaríamos entre os primeiros na tabela. Temos de melhorar isso. Não é faltar com o respeito aos adversários, mas se tivéssemos 30 mil ou 40 mil pessoas nestes jogos que empatamos, poderíamos ter ganho. Aconteceu muitas vezes.”

Em 45 minutos de entrevista, Cássio teve tempo até de falar pela primeira vez sobre a saída do técnico Tiago Nunes. “É ruim troca de treinador, é difícil você se adaptar às situações, é bom que tenha continuidade. Sobre o Tiago, é difícil falar. Você se dedica ao máximo para ajudar o treinador. Vi todo mundo tentando se dedicar. Para mim foi um aprendizado muito bom, lembro até de enquetes sobre se eu conseguiria jogar com os pés. Com o Tiago, se pegar meus números, tive nível Europa em acertos de passes. Isso mostra o quanto a gente tentou se dedicar para o trabalho dele dar certo, mas certas situações não cabem aos jogadores. Meu limite é ajudar o grupo e me dedicar para o treinador dar certo.”

Ao mesmo tempo, Cássio elogiou o trabalho de Dyego Coelho, que vai apenas para seu sexto jogo na direção do time, nesta quarta-feira, no clássico com o Santos, pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro. “Hoje nosso treinador é o Coelho, que tem evoluído, tem sido um trabalho bom. Tanto Coelho como Mauro (auxiliar) conhecem bem o Corinthians, passaram por muitas coisas aqui, sabem como é aqui. Estamos oscilando muito, mas chegamos a duas partidas sem tomar gols, não sofremos tantos ataques como antes. Temos de ganhar partidas, subir na tabela, evoluir para sair (do clássico) com grande vitória e dar sequência ao nosso trabalho.”

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