Esportes, Seleção Brasileira

Casemiro admite atuações ruins da seleção, mas defende testes de Tite

Casemiro admite atuações ruins da seleção, mas defende testes de Tite
Casemiro: “Sabemos que não jogamos esses amistosos à altura do que podíamos”. Foto: Pedro Martins/MoWA Press

Um dos principais líderes do atual grupo da seleção brasileira e consolidado como importante peça  do Real Madrid há alguns anos, o volante Casemiro admitiu nesta sexta-feira (11) que o time nacional ficou devendo melhor futebol nos três amistosos que disputou após conquistar o título da Copa América deste ano. Após faturar o torneio continental, a equipe comandada por Tite empatou por 2 a 2 com a Colômbia e perdeu por 1 a 0 para o Peru, em dois duelos nos Estados Unidos, e na última quinta-feira ficou no 1 a 1 com o Senegal, em Cingapura.

“Sabemos que nosso futebol não é esse, pelo que estávamos jogando, principalmente na Copa América, sempre querendo jogar um bom futebol. Sabemos que não jogamos esses amistosos à altura do que podíamos”, afirmou Casemiro, em entrevista coletiva no dia em que o Brasil abriu a sua preparação para encarar a Nigéria, domingo, às 9h (de Brasília), em novo amistoso em Cingapura.

Depois da campanha vitoriosa na competição sul-americana, o jogador só viu algo de mais produtivo da seleção em parte do confronto com os colombianos, no dia 6 de setembro, em Miami, onde Neymar voltou a disputar uma partida após três meses e acabou sendo decisivo com um gol e uma assistência. “Talvez contra a Colômbia, sim, no segundo tempo, jogamos como vínhamos jogando. Somos uma grande equipe, mas temos potencial para jogar melhor”, completou.

O meio-campista, indiretamente, minimizou o peso do jejum de três jogos sem vitórias do Brasil ao defender os testes promovidos por Tite nestes últimos amistosos. Embora já exista base formada por Tite, o atleta exaltou a importância de o treinador observar novos jogadores e abrir seu leque de opções neste ciclo em que o Brasil começará a disputar, no próximo ano, as Eliminatórias Sul-Americanas da Copa do Mundo de 2022 e também a Copa América, que será realizada entre 12 de junho e 12 de julho, na Colômbia e na Argentina.

“É importante ter plantel maior, conhecer jogadores. Aconteceu depois do Mundial (de 2018) isso. É bom para todos nós”, disse Casemiro, ao apontar o lado positivo de poder encarar rivais da África. Sob o comando do treinador, a equipe nacional só mediu forças por duas vezes contra adversários deste continente – antes do empate com o Senegal na quinta-feira, superou Camarões por 1 a 0 em amistoso em novembro do ano passado.

“Sem dúvida é interessante abrir o leque contra seleções como Senegal e Nigéria. Em Mundiais, não vamos jogar só contra seleções sul-americanas, mas também africanas, europeias, da Ásia, é bom abrir o leque. Claro que a seleção tem de crescer e jogar o melhor, pois não fizemos uma boa partida à altura do que esperávamos. Estão vindo jogadores novos, como (Renan) Lodi, Matheus (Henrique). Abrir o plantel é importante também”, analisou.

Casemiro assegurou que o grupo convocado por Tite para estes amistosos em Cingapura fez autocrítica e reconheceu que não teve boa atuação contra Senegal, fato que serviu como motivação extra para superar os nigerianos no domingo e voltar a apresentar bom futebol. “Não foi um jogo esperado, à altura do que podemos jogar. Todo mundo viu e somos sinceros nisso, mas o bonito do futebol é que domingo temos a oportunidade de mostrar que somos bons jogadores e uma grande seleção. Temos de rever os erros, já fizemos uma análise. Senegal já é passado”, assegurou.

Ao ser questionado sobre em quais aspectos a seleção precisa evoluir em relação ao que mostrou nos últimos amistosos, o volante reconheceu: “Difícil falar só de uma coisa. Sabemos que temos de melhorar muitas coisas. Precisamos melhorar não só a intensidade, mas parte tática, técnica.”

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