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Casa do Hip Hop será novo roteiro cultural em Diadema

Melhorias no equipamento serão concluídas antes do aniversário da Casa, em junho. Foto:  Mauro Pedroso/PMDA Casa do Hip Hop de Diadema, primeiro equipamento público do Brasil destinado a valorizar a cultura hip hop e seus elementos – dança, grafite, dj’s e mc’s – será o novo roteiro do programa Giro Cultural. O equipamento está passando por obras que devem ser concluídas até o final deste mês. Iniciadas em 23 de março, as intervenções são estruturais e de melhoria das partes elétrica e hidráulica, além a instalação de uma quadra de streetball em um terreno que estava ocioso, dentro do equipamento.

O Giro Cultural é uma iniciativa que faz parte da Rede CulturArte, que tem por objetivo aproximar a população dos equipamentos e das atividades culturais da cidade. Os dois roteiros já existentes compreendem visitas ao Museu de Arte Popular (MAP), Centro de Memória e Casa da Música; Teatro Clara Nunes, Biblioteca Central e Atelier Cândido Portinari. Mais de 2 mil pessoas já visitaram os espaços, entre alunos do programa Cidade na Escola e Escola Aberta, professores e munícipes (as visitas para escolas acontecem durante a semana, para a população em geral é aos fins de semana).

“Na Casa do Hip Hop o visitante vai ter contato com toda a cultura do grafite, dos DJs, da dança, podendo vivenciar oficinas”, explicou o secretário de Educação, Eduardo Minas. “A Casa é referência no Brasil e no exterior. Sempre recebemos grupos de outros estados, até de outros países, e a nova comunicação visual será em português, inglês e espanhol”, completou.

Em junho, quando a Casa comemora 18 anos, serão recebidos grupos de escolas da cidade de Maringá, no Paraná, que ao menos uma vez por ano visitam o local. Será realizado também um grande evento de comemoração, com diversos dançarinos de breaking, grafiteiros, DJs, MC’s, bboys e bgirls.

“Há muitos anos não havia uma intervenção desse porte aqui. Existiam vários pontos de vazamento no telhado”, citou Minas. As obras têm sido feitas com recursos e materiais próprios, e fazem parte de um programa mais amplo, implementado pela Secretaria de Cultura.

O local também abriga o Centro Cultural Canhema e recebe cerca de 600 pessoas diariamente, que cursam as oficinas do espaço. Após a reforma será lançada a oficina de Produção de Eventos. As 80 vagas disponibilizadas já estão preenchidas e existem nomes na fila de espera.

Após o término das obras na Casa do Hip Hop e no Centro Cultural Canhema, que ocupam o mesmo espaço, os próximos equipamentos a receber intervenções são os centros culturais Promissão e Taboão, e se houver tempo ainda neste ano, Eldorado, incluindo o cinema e a biblioteca. Agendamentos para o Giro Cultural podem ser feitos pelo e-mail giro.cultural@diadema.sp.gov.br ou pelo telefone 4072-9314.

Ex-alunos

Criada há 18 anos, a Casa do Hip Hop de Diadema foi o primeiro equipamento do gênero mantido por uma administração pública no país. Por lá já passaram jovens, homens e mulheres que traziam consigo o sonho de viver da dança, do grafite, ou, simplesmente, ter um espaço onde pudessem treinar e expressar a sua arte.

Referência nacional e internacional, o equipamento ajudou na formação de diversos profissionais que hoje também são destaques em suas áreas de atuação.

Um deles é o dançarino de breaking Klinger Anacleto, conhecido como HP. Campeão mundial de Brea­king em 2015, HP integra o único grupo latino-americano a ser campeão nessa modalidade em âmbito mundial, o Funk Fockers. Dos dez integrantes, quatro são de Diadema. No dia 26 de maio, o grupo parte para França, Dinamarca, Suíça e Holanda, onde vão participar de festivais e competições.

“Frequento a Casa do Hip Hop desde a fundação, quando tinha 11 anos. Ainda hoje, a gente se encontra aqui, para dançar, para treinar”, relatou. HP mantém outra atividade profissional. “É muito difícil viver só da dança. Existem muitos concursos na Europa, na Asia, o custo para participar é alto. Só vamos quando somos convidados e somos convidados porque somos referência”, afirmou.

Carlos Lopis também frequenta a Casa desde a infância. Além de fazer parte do grupo Diademaica, que também participa de eventos e competições, Lopis atua dando oficinas de breaking em toda América Latina. “Estamos articulando novas oficinas, Vou retornar para dar aula onde aprendi”, pontuou.

 

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