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Caroline Rocha diz que deixa administração em Diadema com sentimento de missão cumprida

Caroline: “hoje não me vejo sem fazer algo para alguém”
Caroline: “hoje não me vejo sem fazer algo para alguém”. Foto: Arquivo/DR

Caroline Rocha, primeira-dama de Diadema, presidente do Fundo Social de Solidariedade e ex-secretária de Assistência Social e Cidadania (SASC), afirmou em entrevista ao Diário Regional, que deixa a prefeitura com sentimento de missão cumprida. Caroline, que esteve à frente da Sasc até o final de julho, destacou que leva dos oito anos de governo um enorme aprendizado e que não se vê sem ajudar alguém no futuro. Entre os planos, está a volta aos estudos.

“Saio daqui com uma missão cumprida. Sabia que tinha data para iniciar e data-limite para finalizar e deu tudo certo. Me desvinculei da Sasc no final de julho porque a rotina estava muito corrida por conta da pandemia. A gente acaba se envolvendo em outras áreas e isso desgastou bastante. Houve algumas coisas que não conseguimos fazer, mas este ano foi atípico. O que ficou em aberto já passamos para a equipe de transição”, destacou.

Segundo Carol, não há sentimento de frustração por ter deixado algum projeto em aberto. Afirmou que o governo fez tudo o que poderia ter sido feito. “É um ciclo que se fecha agora, para início de um outro. Em todas as reuniões da equipe de transição deixamos sempre claro que não existe sentimento de rivalidade. Pelo menos para mim, essa história de ser de partido de oposição ‘nunca desceu’. Essa rivalidade partidária não deveria existir. As pessoas devem pensar no bem da população.”

Do governo, a primeira-dama disse que leva a experiência e mudanças pessoais. “Hoje não vejo sem fazer algo para alguém. Isso é uma descober­ta bacana que vou levar para a vida. Seja de maneira voluntária, buscando algum projeto ou trabalhando em alguma atividade que ainda sei no momento. Quero voltar a estudar. Estou buscando alguns cursos. Estudar é algo que sinto falta. Vamos aguardar. Que venham novos desafios”, afirmou.

O Fundo Social de Solidarie­dade de Diadema estava extinto quando o prefeito Lauro Michels (PV) assumiu em 2013 e, segundo Caroline, quando foi reativado os comentários eram de que só haveria cursos de crochê. “Conseguimos mostrar que a mulher pode fazer muito mais que isso dentro do mercado de trabalho. Diversificamos bastante na capacitação. Claro que tiveram cursos voltados a hábitos mais antigos, como corte e costura, modelagem; bordado e pedrarias. Porém, tivemos mu­lheres também fazendo curso de pedreiro, de assentamento de piso e azulejo. Então, são módulos diferenciados e que hoje o mercado de trabalho exige. A mu­lher acaba mostrando nessas profissões um lado mais refinado, de menos desperdício, que é um atrativo para esse setor.”

Os cursos do Fundo foram levados a diversas regiões do município por conta de parcerias com associações comunitárias, igrejas e organizações sociais. “As pessoas buscavam os cursos porque queriam atender a comunidade local. Nesse sentido, creio que evoluímos bastante”, afirmou.

Caroline destacou que costuma dizer que quando as pessoas querem fazer, buscam alternativas e quando a oportunidade chega é muito gratificante. “Mostramos que por meio de ações de solidariedade, de vo­luntariado, conseguimos movimentar bastante coisa. Demos um novo significado ao no­me do Fundo Social ao longo destes anos. Deixamos com um leque grande de atividades, mas que ainda pode ser ampliado.”
Entre os projetos, Caroline ressaltou os festejos voltados à família, como o Arraial da Gente e o Natal Iluminado, além do Dia­demais Saúde, que tinha acupultura auricular, reiki, aulas de meditação. “As pessoas que frequentavam o curso finalizavam escrevendo uma carta contando o que mudou na sua vida. Então, conseguimos perceber os resultados positivos”, disse.

ASSISTÊNCIA SOCIAL

À frente da SASC, Caroline afirmou que buscou trabalhar o fluxo, com capacitação da equipe e reorganização. Além disso, des­tacou que a secretaria se dedi­cou também à atualização de diversas legislações e CNPJS dos Fundos Municipais, à reestruturação de conselhos e ao fortalecimento da rede de assistência.

“Conseguimos trabalhar bastante com fluxo. Talvez o usuário, do lado de fora, não consegue perceber, mas quem está dentro vê as mudanças. Conseguimos concentrar as tarefas e, de forma organizada, dividindo em equipes, chegamos a números bastante favoráveis tanto em demandas por um atendimento, como um agendamento na Central de Cadastros, que diminuiu muito o tempo de espera. Fizemos também o recadastramento do Bolsa Transporte, com um filtro das necessidades. A equipe é muito coesa. Embora não se tenha muito recurso, a equipe tem muita vontade de trabalhar. Isso já é 60% do caminho, pois todos entendem que a necessidade do outro depende dela também. O grupo se sentiu participativo e isso é importante”, pontuou.

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