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Caroline Rocha, a primeira-dama que coloca a ‘mão na massa’

Caroline: “a participação feminina ainda tem de crescer muito” . Foto: Thiago Benedetti/PMDQuem vê a primeira-dama de Diadema, Caroline Alves Rocha, de 33 anos, ou apenas Carol, circulando com desenvoltura entre as barracas nos bazares do Fundo Social de Solidariedade – instituição da qual é presidente voluntária desde 2014 – ou lavando o chão de um espaço após o evento, se surpreende com o que ela chama de “estereótipo de primeira-dama”. “As pessoas ainda possuem uma visão de que a primeira-dama apenas acompanha o prefeito nas atividades e não de que é mulher que realmente coloca a mão na massa”, relatou.

Mãe das pequenas Giovana e Vitória, de 7 e 3 anos, Carol procura deixar ao menos um dos dias no final de semana sem agendas oficiais para poder aproveitar a companhia das meninas, que durante a semana estudam em tempo integral. “Com sol, gosto de atividades ao ar livre, como praia e parque. Nos dias frios e de chuva, um cinema com as crianças, assistir um filme, em casa, comendo pipoca, ou com atividades de jogo da memória e quebra-cabeça. Elas estão na fase de ver quem ganha e eu levo a brincadeira a sério, disputo para valer”, declarou.

Formada em Medicina Veterinária pela Universidade Metodista de São Paulo, com especialização em Higiene e Inspeção de Produtos de Origem Animal e Vigilância Sanitária de Alimentos e MBA em Marketing pela Fundação Getúlio Vargas, Carol sentiu-se desafiada ao assumir a pasta de Assistência Social e Cidadania. “A visão de quem está do lado de fora sobre a secretaria é bem diferente do que é de fato, em razão da complexidade”, explicou.

“Entender a tipificação e explicar o que realmente é atribuição da pasta para a população e os serviços foi o maior desafio e a cada dia vamos ganhando mais conhecimento. Tanto que, logo no início do ano, fizemos uma reunião, convidando todas as secretarias e vereadores, para informar a função da pasta e o que nela cabe”, completou.

Entre as realizações de sua atuação junto à administração municipal, Carol destaca a conquista da sede para o Fundo Social de Solidariedade, além de fechar a gestão passada com mais de 3 mil de pessoas atendidas no Projeto Diademais Saúde e mais de 2.300 formandos nos cursos de capacitação que promovemos.

Carol não tem pretensões de seguir carreira política em cargos eletivos, mas acredita que, dentro do que faz no Fundo Social e na Secretaria de Assistência Social e Cidadania, consegue colaborar com a população. “Acredito que as mulheres, em geral, devem buscar novos espaços dentro da política, pois somos a maioria da população e deveríamos também ter mais representantes nos espaços políticos. “A participação feminina ainda tem de crescer muito. As mulheres precisam se ver mais na condição de participantes nos processos de decisão”, destacou.

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