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Carla Morando vai acionar Doria em defesa dos trabalhadores da GM

Carla Morando vai acionar Doria em defesa dos trabalhadores da GM
Carla Morando: “a possibilidade de utilizar recursos tributários para a impulsionar a cadeia automotiva é fundamental”. Foto: Arquivo

A deputada estadual eleita Carla Morando (PSDB) afirmou que vai procurar o governador João Doria (PSDB), a fim de defender os trabalhadores da General Motors (GM), que ameaçou deixar o Brasil caso não tenha lucro este ano.

Segundo a assessoria da deputada, a pauta da reunião será a liberação da devolução de crédito de ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços) como uma das alternativas para a manutenção da montadora no ABC.

O destravamento de créditos já havia sido aprovado junto ao governo do Estado, em agosto de 2017, na época sob gestão de Geraldo Alckmin (PSDB). Na ocasião, o assunto foi avalizado pelo Consórcio Intermunicipal ABC, a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), Abinfer (Associação Brasileira da Indústria de Ferramentas), Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) e a Agência de Desenvolvimento Econômico do ABC.
“A possibilidade de utilizar recursos tributários para a impulsionar a cadeia automotiva é fundamental. Infelizmente, no ano passado (governo sob gestão de Márcio França, PSB), este plano não teve andamento”, destacou Carla.

Segundo a deputada, que participa das reuniões semanais de Doria com o secretariado, a expectativa é de êxito em relação ao plano. “Poderíamos, inclusive, pensar em um comitê para debater o que o poder público e o setor privado podem fazer para melhorar a cadeira produtiva como um todo. Um comitê com deputados, governo do Estado, montadoras. Estou à disposição para colocar isso em prática”, afirmou.

POSTURA

Carla Morando considerou inadequada a postura da direção da GM. A montadora encaminhou comunicado aos funcionários aventando a possibilidade de fechar as atividades na América Latina, alegando perdas.

“Não achei a melhor maneira de se negociar. Poderia ser colocada a lista de problemas em uma mesa de negociação, para se buscar o melhor entendimento. A GM foi a público e pediu isenção fiscal. Não é o correto. Além disso, quem em sã consciência fala em deixar o Brasil depois de investir R$ 1,2 bilhão e projetar R$ 13 bilhões para os próximos anos? ”, questionou Carla Morando.

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