Esportes, Futebol

Carille e Ceni encaram primeiro clássico como técnicos

Missão de Fábio Carille é mais difícil, já que não conta com o respeito que Rogério Ceni tem de sua torcida. Fotos:  Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians; Rubens Chiri/SPFC

Se os grandes desafios são essenciais para forjar treinadores de ponta, Fábio Carille e Rogério Ceni não poderiam iniciar suas trajetórias de melhor forma do que no comando de um Majestoso – logo no começo da temporada – e em uma decisão internacional, a da Florida Cup.

Há muito em comum entre os dois técnicos, mesmo que o resultado desta noite indique perspectivas diferentes para o futuro de cada um.

Além de terem a mesma idade, 43 anos, ambos assumiram o desafio de reestruturar os gigantes Corinthians e São Paulo, que fizeram péssima temporada em 2016, sem conquistas e sem apresentar bom futebol.

Em 2016, Carille chegou a comandar a equipe corintiana em dez partidas como interino, no Brasileiro e na Copa do Brasil, com aproveitamento de 47% no período.

Na última etapa para tirar a licença de treinador da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Carille teve como maior professor Tite, com quem trabalhou durante cinco anos no cargo de auxiliar-técnico.

A experiência de Ceni à frente de um clube é inexistente. O ex-goleiro se aposentou em 2015. No primeiro semestre do ano passado, aproveitou para descansar. Nos seis meses finais de 2016, fez cursos para treinador.

Neste período, completou os níveis um e dois de formação da FA (sigla em inglês para Federação Inglesa de Futebol) e também se encontrou com técnicos europeus.

À primeira vista, a missão de Carille é mais difícil, afinal, não conta com o respeito que Rogério tem de sua torcida por ser simplesmente o maior ídolo da história do São Paulo. O técnico do Corinthians, aliás, só assumiu o cargo porque a diretoria fracassou ao tentar substituir Oswaldo de Oliveira.

“Ganhar ou perder não muda nada, mas existe uma rivalidade natural. Espero jogo disputado e limpo”, disse Ceni. “Não estou preocupado com o adversário, mas com o que o Corinthians pode render”, desconversou Carille.

A preocupação do treinador corintiano, por sinal, é a mesma do rival tricolor. Frutos da nova geração de comandantes brasileiros, ambos têm tentado implementar novos estilos de jogo e de treinamento.

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