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Carga tributária do país atingiu quase um terço do PIB em 2015

A carga tributária voltou a crescer em 2015, após três anos seguidos de queda. Impostos e contribuições arrecadados por União, Estados e municípios representaram 32,66% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, acima dos 32,42% verificados em 2014, segundo dados divulgados pela Receita Federal ontem (19).

Embora a arrecadação de impostos tenha diminuído no ano passado, a recessão econômica fez o PIB encolher mais. Segundo a Receita, a arrecadação tributária caiu 3,2% em termos reais. O PIB caiu 3,8% no ano passado.

A carga brasileira ainda está distante do nível recorde registrado em 2007, quando representou 33,66% do PIB. Uma comparação com dados internacionais de 2014 mostra que é a maior da América Latina, mas próxima da cobrada na Argentina (32%).

O chefe de estudos tributários e aduaneiros da Receita Federal, Claudemir Malaquias, afirmou que o órgão ainda não tem previsão para o comportamento da carga tributária este ano. “A carga vai diminuir sensivelmente se o PIB crescer com exportações, por exemplo, que são pouco tributadas”, explicou.

O tributo que respondeu pela maior parte da arrecadação foi o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), recolhido pelos Estados, com 6,72% do PIB.

Outros quatro tributos no topo da lista são cobrados pela União: Imposto de Renda e Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL), com 6,33% do PIB; a contribuição previdenciária, com 5,43%; PIS/Cofins, com 4,28%, e Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), com 2%.

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