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Capacitação dos funcionários será foco do presidente da Câmara de Diadema

Marcos Michels: “precisa adequar a função ao mercado”. Foto: Eberly LaurindoO presidente da Câmara de Diadema, Marcos Michels (PSB), estreia este ano na função. Vereador em segundo mandato, o socialista pretende atuar para que os funcionários do Legislativo, incluindo os que ocupam cargos comissionados, passem por cursos de qualificação e capacitação de forma continuada. “Para evitar transtornos, como na hora de elaborar e redigir um projeto de lei, requerimento, coisas simples, mas que depois acaba sendo barrando, por ser inconstitucional”, exemplificou. “Quero trabalhar na capacitação. Vejo que é importante”, frisou o parlamentar.

Segundo Michels, existem apontamentos tanto do Tribunal de Contas do Estado (TEC) quanto do Ministério Público que questionam a grande quantidade de cargos de livre provimento. “É preciso considerar muitas coisas. Hoje, um assessor ganha R$ 4 mil, tem muitas pessoas com duas graduações, com pós-graduação que não ganham isso. Então, precisa também adequar a função ao mercado, e por que não exigir que o funcionário seja mais qualificado?”, questionou.

O presidente elencou que já existem propostas que, além de aumentar a exigência para os cargos, pode impactar também nas contas do Legislativo. “Uma delas é que entre os sete assessores que cada vereador tem em seu gabinete, o chefe tenha uma melhor qualificação e maior salário, e os outros seis tenham um salário menor. Atualmente, são três com o salário maior e quatro com menor, mas sem a exigência de escolaridade. Só essa mudança daria uma redução próxima de R$ 1 milhão ao ano com a folha de pagamento”, destacou.

Atualmente, a Câmara gasta 68% do seu orçamento (em 2017, o Orçamento é de R$ 33,8 milhões) com a folha de pagamento. “Isso porque os encargos patronais, taxas, impostos, não são computados na folha. Ainda assim, estamos perto do limite, de 70%”, afirmou Michels. “Acredito que essas mudanças podem ser implantadas, desde que a gente sente e converse com todo mundo”, pontuou.

Manutenção
Além da capacitação dos funcionários, Marcos Michels também quer criar uma comissão para fiscalizar gastos menores, como a manutenção dos veículos da Câmara. “No último ano, ficou em cerca de R$ 300 mil. Os funcionários que usam os carros têm de se responsabilizar, tanto os vereadores quanto os assessores”, justificou. “Alguns problemas são decorrência de não trocar o óleo, não repor a água. São coisas que com um pouco mais de cuidado podem ser evitadas. Já é assim com as multas, o vereador é que é responsável, e tem de ser com os consertos também”, afirmou.
Para cortar gastos, os contratos também estão sendo revistos. “Temos hoje um grande gasto com selos, que é uma coisa que quase não se usa mais com a internet, as redes sociais. É outra coisa que a gente pode conversar e ir reduzindo o uso”, declarou. De acordo com dados do site da Câmara, em dezembro de 2016 foram gastos R$ 18.065,91 com serviços de Correio.

um comentário

  1. Estudar nunca é demais. O funcionalismo público precisa sim estar melhor preparada para tender a população da melhor maneira possível

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