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Caoa anuncia investimento de R$ 1,5 bilhão em cinco anos na fábrica de Goiás

O Grupo Caoa anunciou nesta segunda-feira (23) o plano de investir R$ 1,5 bilhão nos próximos cinco anos na fábrica de Anápolis (GO), onde produz veículos das marcas Hyundai e Chery. O anúncio ocorre poucos dias depois de o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ter sancionado medida provisória que prorroga por mais cinco anos incentivos fiscais para montadoras do Centro-Oeste.

A montadora pretende direcionar os investimentos ao lançamento de novos modelos e marcas. Hoje, são produzidos na fábrica os utilitários esportivos Tiggo (Chery), ix35 e New Tucson (Hyundai). A Caoa também monta caminhões leves da Hyundai em Anápolis.

O plano de investimento da montadora deve gerar 2 mil empregos diretos, segundo estimativa da própria empresa. A ideia é atrair também fornecedores para perto da operação quando a produção anual ultrapassar as 100 mil unidades, gerando 10 mil novos empregos diretos se isto acontecer. Hoje a fábrica tem capacidade de produzir 86 mil veículos por ano.

Ao anunciar o plano de investimento de R$ 1,5 bilhão, o presidente da Caoa, Mauro Correia, informou que o grupo planeja produzir uma terceira marca no local. Embora não tenha confirmado, é possível tratar-se da marca de modelos de luxo da Chery chamada de Exeed.

Segundo o executivo, a montadora está em estágio “bem adiantado” no estudo de produção da nova marca.”Estamos bem adiantados nesse estudo”, afirmou Correia. A Exeed foi criada em 2017 focada em utilitários-esportivos (SUVs).

Durante discurso no evento, que tem a participação do governador Ronaldo Caiado (DEM), Correia anunciou a intenção de lançar dez  carros no período de investimentos, entre modelos novos e renovação dos atuais, introdução de tecnologias de eletrificação e a nova marca. A montadora também tem planos de expandir de 101 para 150 lojas o total de concessionárias da marca Caoa Chery.

Em seu discurso, Caiado afirmou que existiram “forças contrárias à prorrogação da MP”, que venceria no final deste ano. O governador se referia a queixas públicas feitas pela Toyota, para quem a prorrogação do incentivo – que passa a ter duração total de 15 anos – dificulta novos investimentos por falta de previsibilidade.

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